Dívida gigante, traição e zero proposta: bastidores da saída de Fábio

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Fábio disputou 976 jogos e ganhou 13 títulos pela Raposa (Fernando Moreno/AGIF) (Fernando Moreno/AGIF)
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Dívida de R$ 17 milhões, ausência de proposta, falta de tato da diretoria e revolta geral. Assim é possível resumir a bomba da quarta-feira, com a saída do goleiro Fábio do Cruzeiro. Depois de 17 anos na Toca da Raposa, foi o próprio Fábio quem anunciou sua saída via Instagram. 

E o goleiro de 41 anos deixou clara sua chateação com a forma como sua dispensa foi conduzida. O Blog apurou que uma dívida de aproximadamente R$ 17 milhões do Cruzeiro para com Fábio foi determinante para o desfecho. Se Ronaldo tivesse fechado com o goleiro, precisaria arcar com tal pendência.

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Agora, Fábio será mais um entre algumas centenas de credores que vão cobrar da associação o pagamento dos débitos em um prazo de até dez anos. 

Um dirigente celeste deu outra versão para a saída do ídolo pela porta dos fundos. "O Fábio não acreditou no projeto. Ele deixou claro que não se faz futebol com projeto e sim com dinheiro… e não é essa a nossa filosofia! Ele iria contaminar o vestiário contra o projeto se ficasse", justifica a fonte, pedindo para não ser identificada.

Fábio desmente! "Deixei claro que sempre estive disposto a receber dentro do teto salarial, inclusive aceitando reduções do novo contrato acertado para 2022 com o presidente Sergio Rodrigues e ficar dentro do novo teto estipulado, mesmo assim, em vão", escreveu o goleiro, em sua postagem.

Fábio ganhava R$ 650 mil por mês nos tempos áureos da Raposa. Com a queda do time para a Série B, topou reduzir seus vencimentos de forma imediata para R$ 150 mil, mas com uma quantia de aproximadamente R$ 200 mil mensais a ser devolvida quando do retorno cruzeirense à Série A.

Essa bolada não foi paga, assim como uma série de salários, direitos de imagem e luvas de outras administrações. Somando tudo, chega-se ao valor de R$ 17 milhões.

"Meu único pedido foi que meu contrato se encerasse em dezembro de 2022, dentro do teto que está sendo praticado. Em nenhum momento da conversa, me deram a opção de continuar", acrescentou.

Fábio ainda demonstrou chateação com Paulo André, braço-direito de Ronaldo e responsável pela maioria das decisões do futebol cruzeirense. "Na reunião, estava presente o diretor executivo Pedro Martins e Gabriel Lima, representando a atual gestão. Paulo André, que estava na sala ao lado, não teve sequer a consideração de me cumprimentar, sendo ele um ex-companheiro de clube".

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