Divergências evidenciam racha e política do Flu pode sofrer mudanças

Joel Silva
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Mário e Celso, juntos, após terem vencido a eleição, em junho (Foto: MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC)
Mário e Celso, juntos, após terem vencido a eleição, em junho (Foto: MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC)


A crise política, que já se arrastava por algumas semanas, se escancarou no Fluminense, às vésperas da partida contra o São Paulo, nesta quinta-feira, no Morumbi. O jogo, encarado como uma verdadeira decisão, já seria especial, pois marcaria o reencontro com o técnico Fernando Diniz, atualmente no Tricolor paulista.

Justamente o ex-treinador se tornou peça central da grande polêmica causada pelo vice-presidente geral, Celso Barros. Na última segunda-feira, o dirigente usou as redes sociais e culpou Fernando Diniz pelo atual momento tricolor, que se encontra na zona de rebaixamento. Na mesma postagem, o homem forte do futebol defendia uma nova mudança no comando técnico do Fluminense.

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A ação de Celso Barros causou uma reação no presidente Mário Bittencourt, que o tirou das próximas duas viagens do Fluminense, que encara o São Paulo, no Morumbi, e o Internacional, no Beira-Rio. A medida visa blindar o elenco e o técnico Marcão, que não conta com o respaldo do ex-presidente da Unimed.

Mário Bittencourt e Celso Barros não falam a mesma língua. Desde o empate com a Chapecoense, o vice-presidente queria a contratação de um novo treinador, porém o presidente foi contrário a mudança e se mantém desde então. No entanto, as divergências entre os dois são mais antigas.

PENSAMENTOS DISTINTOS


No dia 13 de agosto, Celso Barros concedeu entrevista coletiva e fez duras críticas ao então técnico Fernando Diniz e ao elenco, cobrando melhores resultados. Três dias depois foi a vez de Mário Bittencourt conversar com a imprensa. O presidente adotou um tom mais moderado, evitando o choque direto com o treinador, fazendo questão de passar confiança.

Na sequência, o Fluminense perdeu para o CSA, no Maracanã, Fernando Diniz foi demitido. A decisão passou diretamente por Celso Barros, já que o técnico concedeu entrevista horas depois e nem mencionou o nome do dirigente, deixando no ar uma certa mágoa.

A contratação de Oswaldo de Oliveira também teve o dedo de Celso Barros, que era totalmente a favor de um técnico experiente. Entretanto, a chegada do treinador não surtiu o efeito esperado e a demissão aconteceu após sete jogos.













PERDA DE PODERES?

Os próximos capítulos prometem ser ainda mais agitados. Por ter sido eleito, Celso Barros não tem como ser exonerado do cargo de vice-presidente geral. No entanto, pode perder os poderes no futebol. Para isso, o presidente Mário Bittencourt teria que submeter a mudança ao Conselho Deliberativo. Vale lembrar que a gestão atual fez modificações na estrutura da diretoria, extinguindo por exemplo a vice-presidência de futebol.

A expectativa é de que essa votação possa acontecer até o dia 30 de novembro, tendo em vista que o Conselho Deliberativo é formado por conselheiros eleitos na eleição passada, vencida por Pedro Abad. A partir de dezembro, entram os pares de Mário Bittencourt e Celso Barros, vencedores do pleito realizado em junho, podendo dividir os votos de uma eventual votação para a saída do vice-presidente do comando do futebol.





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