Diretoria do Flamengo é a principal culpada pelos fracassos imediatos

Alexandre Praetzel
·2 minuto de leitura
Marcos Braz e diretoria ficaram perdidos com a saída de Jorge Jesus. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Marcos Braz e diretoria ficaram perdidos com a saída de Jorge Jesus. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

As eliminações do Flamengo em duas competições importantíssimas num intervalo de 15 dias têm vários responsáveis. No entanto, a conta maior fica com a diretoria. Desde que Jorge Jesus deixou o clube, os dirigentes ficaram letárgicos e um vazio inexplicável tomou conta do ambiente, como se o português fosse o único treinador vencedor da história.

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Óbvio que o impacto de cinco títulos em 11 meses foi gigantesco e trouxe muitas vitórias, receitas e domínio como há muito tempo não se via. Só que os nobres diretores acharam que isso seria eterno, esquecendo-se de que Jesus era um profissional como qualquer outro. Ele foi embora e ficou a ideia de que o ano tinha terminado, contaminando todo mundo. Jogadores lamentaram e foram liberados para uma folga extensa, num momento em que todos os adversários estavam retornando com força total.

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Depois, houve a demora na contratação do novo treinador, numa tentativa de buscar alguém parecido com Jesus. Veio Domènec, lastreado pelo convívio de 11 anos com Guardiola, mas sem nenhuma trajetória como nome principal. Pegou um calendário sem tempo para treinar e tendo que aceitar as “imposições” dos atletas vencedores e enfastiados por títulos. Ainda que tenha sofrido duas goleadas vexatórias, manteve o Flamengo na briga do Brasileiro e classificou para o mata-mata da Libertadores e Copa do Brasil. Ao invés de fortalecê-lo e manter a convicção, preferiram demití-lo, como se o problema estivesse só nas quatro linhas.

Claramente, Marcos Braz e cia se entregaram para a vontade do elenco e foram buscar Rogério Ceni, tratando-o como uma espécie de “mito” pelo que ele fez como jogador. Só que a função de técnico está distante disso e Ceni não conseguiu dar o choque esperado, caindo nos dois torneios e somando apenas uma vitória em seis jogos.

O Flamengo vive uma crise técnica dentro de campo e sua diretoria achou que era só mudar o comando que tudo estaria resolvido. Futebol nunca foi assim e os adversários precisam ser respeitados, como o Racing fez com o próprio Fla, conseguindo a vaga dentro das suas limitações.

Numa escala de responsabilidade por esses dois fracassos imediatos, os dirigentes encabeçam a lista, seguidos pelos atletas e por Rogério Ceni, que também cometeu erros em escolhas bem discutíveis de escalações e substituições.

Ah, ainda tem a Série A do Brasileiro e o Fla é forte candidato, se entender que Jesus não volta mais e que o futebol precisa ser “renovado” a cada instante, nas glórias e derrotas.

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