Diretor que recebia R$ 125 mil no Cruzeiro alegou pobreza em ação para seguir conselheiro

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Sérgio Nonato foi diretor do Cruzeiro até outubro, quando renunciou ao cargo (Vinnicius Silva/Cruzeiro)
Sérgio Nonato foi diretor do Cruzeiro até outubro, quando renunciou ao cargo (Vinnicius Silva/Cruzeiro)

O Cruzeiro define nesta quinta-feira (21) quem será o presidente do clube até o fim de 2020. Sérgio Santos Rodrigues e Ronaldo Granata são os dois postulantes ao cargo. A eleição que escolherá quem vai cumprir o restante do mandato que era de Wagner Pires de Sá, que renunciou no fim do ano passado, vai contar com os votos de conselheiros que foram expulsos pelo clube, mas que conseguiram suspender o processo de expulsão via Justiça.

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Ao todo, foram 30 conselheiros expulsos nas últimas semanas. Todos que receberam algum tipo de remuneração da última diretoria, algo que não é permitido pelo estatuto da Raposa. Dos 30 expulsos, 29 entraram com ações para que a decisão do Cruzeiro fosse suspensa. O caso que mais chamou a atenção foi de Sérgio Nonato, que foi diretor-geral do clube em boa parte do mandato de Wagner Pires de Sá.

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Conhecido como Serginho da TV Alterosa, por ter representado a torcida celeste um programa de televisão da emissora, Sérgio Nonato é visto como uma das figuras centrais da última diretoria, tida como a pior da história do clube e que conduziu o time ao rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

Serginho deixou o cargo em outubro do ano passado, após apresentar uma carta-renúncia. No momento em que saiu do Cruzeiro, ele recebia um salário mensal de R$ 125 mil, além de premiações de acordo com o rendimento da equipe nas competições e também participação nos acordos com novos patrocinadores. Serginho recebeu R$ 1,9 milhão somente em 2018, como revelou o Blog do Nicola. Mesmo com um salário tão alto, o ex-dirigente declarou hipossuficiência econômica na ação que move para seguir no conselho deliberativo do Cruzeiro. Ou seja, Serginho declarou não ter condições de arcar com os custos do processo.

Na ação movida pelo ex-diretor cruzeirense, outros nove conselheiros estão juntos. Todos eles tiveram algum cargo remunerado durante a gestão de Wagner Pires de Sá. Edson Nego Brandão, Fernando José de Souza, Fernando Ribeiro de Morais, Hudson Barbosa de Moura, Jorge Washington Ferreira, Paulo Roberto Lopes Soares, Paulo Henrique de Mello Franco Peluso, Ronaldo de Assis Carvalho e Wilmer Zaratini Mendes são outros membros do conselho que estão na ação movida por Serginho.

No entanto, a alegação de pobreza dos envolvidos não colou. O juiz José Maurício Cantarino Villela, da 29ª Vara Cível de Belo Horizonte, solicitou a declaração do imposto de renda dos conselheiros para dar sequência ao processo. Com a proximidade da eleição, as custas foram pagas através da conta de Sérgio Nonato, para não atrasar o tramite do processo. A quantia em questão também é relevante, afinal foram impressionantes R$ 428,32.

Com o pagamento realizado, Serginho e os demais conselheiros conseguiram uma primeira vitória na Justiça e suspenderam a expulsão, mesmo que momentaneamente. Portanto, todos os 29 membros do conselheiro que moveram ação contra o clube podem votar na eleição desta quinta.

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