Diretor do FMI para América Latina elogia Arce por bonança na Bolívia

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Luis Arce (C), candidato do partido Movimento ao Socalismo (MAS), comemora sua vitória nas eleições presidenciais com seu companheiro de chapa, David Choquehuanca (D), em 19 de outubro de 2020 em La Paz, Bolívia
Luis Arce (C), candidato do partido Movimento ao Socalismo (MAS), comemora sua vitória nas eleições presidenciais com seu companheiro de chapa, David Choquehuanca (D), em 19 de outubro de 2020 em La Paz, Bolívia

O diretor para as Américas do Fundo Monetário Internacional (FMI), Alejandro Werner, destacou nesta quinta-feira (22) a vitória eleitoral de Luis Arce, elogiando-o por seu papel na bonança boliviana. 

Arce, ex-ministro da Economia e herdeiro político do ex-presidente Evo Morales, venceu as eleições bolivianas de domingo com 54% dos votos, devolvendo ao poder o Movimento ao Socialismo (MAS), fundado pelo ex-presidente. 

"O atual presidente eleito foi um excelente ministro" que "conduziu a economia boliviana por um período de grande crescimento, de grande solidez nas finanças públicas, de grande criação de espaço de manobra, o que permitiu ao país andino evitar grandes colapsos quando os preços do petróleo e do gás caíram", disse Werner em uma entrevista coletiva virtual. 

"Ele realmente foi o arquiteto de um período muito bom para a economia boliviana", acrescentou, durante a apresentação das últimas perspectivas econômicas do FMI para a América Latina e o Caribe. 

A economia da Bolívia, duramente atingida pela pandemia covid-19, vai contrair 7,9% em 2020, para expandir 5,6% em 2021, segundo as previsões do FMI. 

Economista de 57 anos com estudos na Inglaterra, Arce é mais tecnocrático do que político. 

Trabalhou 18 anos no Banco Central da Bolívia e foi ministro de Morales durante quase todo o seu mandato: entre 2006 e 2017 e depois em 2019.

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