Diretor da CBF é acusado de receber R$ 50 mil propina da Odebrecht

Fernando Olivieri
Editor
Vicente Cândido (PT-SP) está na mira do STF (Agência Brasil)

O deputado federal Vicente Cândido (PT-SP) foi acusado por três delatores da Odebrecht de receber R$ 50 mil de proprina para facilitar o financiamento da Arena Corinthians, construída pela empresa. Segundo informações do jornal ‘Estado de S.Paulo‘, Cândido é alvo de inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da Operação Lava-Jato.

O parlamentar é diretor de assuntos internacionais da Confederação Brasileira de Futebol e foi sócio de Marco Polo Del Nero, presidente da entidade, em um escritório de advocacia até 2015. Vicente Cândido é conselheiro do Corinthians.

Deputado federal foi citado pelos delatores Alexandrino Alencar, Carlos Paschoal e Benedicto Júnior (todos executivos da Odebrecht), de acordo com o inquérito tornado público pelo ‘Estadão‘ nesta terça-feira (11).

Um dos trechos do inquérito afirma que “Vicente Cândido da Silva solicitou e recebeu vantagem indevida, consistente em R$ 50 mil, valor repassado pelo grupo Odebrehct, que teria interesse no apoio do parlamentar na busca de solução para o financiamento do estádio do Corinthians”.

A Arena do Corinthians teve a construção bancada pelo BNDES e pela Caixa Econômica Federal, além dos incentivos fiscais da prefeitura de São Paulo. Ainda segundo o inquérito do STF, o dinheiro saiu do “departamento de proprina” da empresa.

Nas planilhas da construtora, Vicente Cândido era identificado como “Palmas”.

Arena Corinthians recebeu a abertura da Copa do Mundo de 2014 (AP)

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