Dinheiro do Oriente Médio força Liverpool e Manchester United a buscar novos investimentos

Manchester United e Liverpool se enfrentam pela Premier League

Por Manasi Pathak e Aadi Nair

(Reuters) - O investimento do Oriente Médio em clubes europeus e o colapso de uma planejada Superliga são os principais fatores por trás da busca de dois dos times de futebol mais famosos da Inglaterra, Liverpool e Manchester United, por novos investidores, disseram especialistas à Reuters.

Os proprietários do United, a família norte-americana Glazer, começaram a procurar novos investimentos ou uma possível venda no ano passado, com a empresa INEOS, do bilionário britânico Jim Ratcliffe, entrando no processo.

Os proprietários do Liverpool, Fenway Sports Group, também disseram que "considerariam novos acionistas", conforme o clube de Anfield luta para se classificar para a lucrativa Liga dos Campeões na próxima temporada.

Manchester United e Liverpool são os dois times de maior sucesso no futebol inglês, mas conquistaram apenas um título da liga cada na última década.

Lisa Neirotti, diretora do MS in Sport Management Program na George Washington University School of Business, disse que os proprietários estão "desesperados por dinheiro" diante de uma oferta "ilimitada" do Oriente Médio.

"O desafio para quem compra o time, seja um indivíduo ou uma empresa de investimento, é que eles precisarão competir contra times 'estatais' como Manchester City, Paris Saint-Germain e Newcastle United", disse Neirotti.

"Eles (os atuais donos) precisam de uma injeção de dinheiro para continuar pagando essas taxas de transferência e os salários. Você não ganha dinheiro dirigindo um time, você ganha quando o vende."

Conforme os principais clubes europeus buscavam mais fluxos de receita, o United e o Liverpool foram dois dos 12 times envolvidos na criação da Superliga separatista em 2021, antes que a reação dos torcedores e a pressão governamental forçassem uma rápida reviravolta.

"O fracasso da proposta e o fracasso dos clubes da Premier League em obter maior poder na administração da liga provavelmente são fatores que influenciam", disse Spencer Harris, professor associado de gerenciamento esportivo da Universidade do Colorado.