Roberto Dinamite: "Volta do futebol é precipitada no RJ. Sou Vasco, não tenho candidato à presidência"

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Roberto Dinamite foi o maior jogador da história do Vasco e presidente de 2008 a 2013. Foto: Wagner Meier/AGIF
Roberto Dinamite foi o maior jogador da história do Vasco e presidente de 2008 a 2013. Foto: Wagner Meier/AGIF

Roberto Dinamite foi o maior jogador da história do Vasco. Grande centroavante e goleador, Roberto também foi presidente do Clube, do final de 2008 a 2014. Na sua gestão, o título inédito da Copa do Brasil e dois rebaixamentos à Série B.

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O blog entrevistou Dinamite com exclusividade. No bate-papo, o ídolo vascaíno admitiu a situação financeira difícil e espera que o novo presidente consiga melhorar todas as instâncias vascaínas, sem revelar apoio a nenhum candidato.

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Você apoia Leven Siano ou Júlio Brant na eleição à presidência?

Respeito a posição das pessoas e a história do Vasco é bem democrática. Acompanhei a história do Júlio lá atrás. Achei que ele ganhou a última eleição e não levou. Pela primeira vez na história do Vasco, um candidato ganhou a eleição no voto e a situação foi alterada no Conselho. Todos têm o meu respeito. Não sei se o atual presidente será candidato ou outras pessoas ligadas a ele. Dentro desse quadro, a disputa está muito igual. Fica difícil dizer que estou com um ou outro. Estou com o Vasco. Espero que todos estejam preocupados em recuperar o Vasco financeiramente, se não vai continuar patinando, sem sair do lugar.

Por que o Vasco está nesta situação financeira difícil?

A situação realmente é delicada. Não vou voltar lá atrás, se não vou ter que buscar coisas do Tribunal de Contas da União, com questões de material esportivo e tal. Fui o primeiro presidente do Vasco a assinar um termo de acordo trabalhista, onde as receitas de TV iam direto para isso. Tentei regularizar isso na minha gestão. Peguei ações de Júnior Baiano e Viola do ano 2000, com valores que chegavam a R$ 20 milhões. Tive que fazer vários acordos trabalhistas. Hoje, o presidente Campello tem um valor altíssimo na área trabalhista e pararam de pagar lá atrás. Isso dificulta muito e atrapalha. A realidade é essa e o Vasco tem esse time hoje. Tenho uma relação de respeito e troca com o atual presidente. O Vasco mostrou muita força com seu novo plano de sócios. Se eu não for ajudar, fico em casa. Não sou oposição ao Vasco. O clube é maior do que tudo e espero que volte aos bons momentos. Vasco é tudo para mim.

A volta do futebol no Rio de Janeiro foi precipitada?

Houve uma precipitação. Colocar os times em campo passa por um lado onde há muitas pessoas envolvidas. A gente não tem uma solução para esse vírus. Tem muita gente sofrendo com o Covid-19. Minha preocupação é com relação a vidas. Eu mesmo me senti febril, fiz o exame e deu positivo. Fiquei num quarto separado e fiquei assintomático. O Vasco fez os exames e deu 16 jogadores positivos. Vamos ver, é aquele negócio, se não acontecer nada, tudo certo. Do contrário, complicado. Acho que poderiam esperar mais uns dez dias.

O Maracanã completou 70 anos de história. Qual foi teu maior jogo no Estádio?

Maracanã faz parte da minha vida. Em 1974, meu primeiro gol foi contra o Inter, quando fui apelidado de “Garoto Dinamite”, pela força do meu chute. Quando eu voltei do Barcelona, em 1980, depois de uma rápida passagem, retornei do Vasco e, por incrível que pareça, tinha que provar que ainda era um grande jogador. E deu tudo certo nesse jogo da minha volta contra o Corinthians, quando vencemos por 5 a 2 e eu marquei os cinco gols. Na preliminar, teve Flamengo e Bangu e a torcida do Flamengo foi para o lado do Corinthians. Foi muito legal.

Roberto Dinamite foi campeão brasileiro em 1974 e campeão carioca em 1977, 1982, 1987 e 1988. Como presidente, montou um bom time em 2011, campeão da Copa do Brasil e vice-campeão brasileiro. A formação tinha Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins e Ramon; Rômulo, Eduardo Costa, Juninho Pernambucano e Diego Souza; Éder Luiz e Alecsandro.

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