Dinamarca precisa aumentar intensidade contra França, diz técnico

Técnico da seleção da Dinamarca, Kasper Hjulmand, durante entrevista coletiva em Doha

Por Hritika Sharma

AL RAYYAN, Catar (Reuters) - O técnico da seleção da Dinamarca, Kasper Hjulmand, disse que sua equipe deve encontrar uma outra intensidade quando enfrentar a atual campeão mundial França pelo Grupo D da Copa do Mundo do Catar em um confronto crucial no sábado, depois de ficarem com uma quantidade menor de pontos do que esperavam para este momento do torneio.

Os dinamarqueses ficaram em um empate sem gols com a Tunísia em sua estreia no Mundial terça-feira, enquanto a França esmagou a Austrália por 4 x 1 para chegar à liderança do grupo e pode se classificar para as oitavas de final com um jogo de antecedência caso vença a equipe de Hjulmand.

A Dinamarca, que na Copa de 2002 venceu a França na fase de grupos contribuindo para a eliminação francesa naquela fase do torneio, venceu os Bleus duas vezes pela Liga das Nações neste ano --2 x 1 em Paris e 2 x 0 em Copenhague-- e Hjulmand disse que seus comandados podem conseguir novamente uma vitória, apesar de seus adversários estarem entre os favoritos do torneio.

"O jogo de amanhã é obviamente um jogo importante para nós depois do início que tivemos. É um adversário que pertence ao topo do futebol. A qualidade e o talento que eles têm na França no momento é espetacular", disse Hjulmand aos repórteres nesta sexta-feira.

"A maneira como eles jogaram (contra a Austrália) também foi um pouco diferente dos dois jogos que jogamos contra eles. Tenho grande respeito pela França, mas também sei como somos fortes. Nós os testamos algumas vezes."

"Obviamente, este é um novo torneio, um torneio maior. Mas sabemos que se jogarmos o nosso melhor, temos uma chance de obter um bom resultado, e é isso que pretendemos. Para poder fazer isso, temos que dar um grande passo em frente na qualidade em relação à primeira partida", disse.

O atacante francês Olivier Giroud, 36 anos, empatou com Thierry Henry em 51 gols pela seleção, um recorde, depois de marcar duas vezes contra a Austrália, e Hjulmand estava cauteloso com a ameaça que o atacante do Milan representa.

"É um prazer ver cada vez mais atacantes em idade avançada usando a experiência em como se movimentar na área e como ser perigoso, ter mais calma na maneira como jogam e em sua posição", disse Hjulmand.

"Ele provavelmente é ainda melhor do que já foi antes. A França tem uma quantidade inacreditável de jogadores de primeira linha."