Dinamarca e Tunísia ficam só no 0 a 0 na estreia na Copa do Catar

Dinamarca e Tunísia fizeram o primeiro 0 a 0 da Copa do Mundo do Catar nesta terça-feira no jogo que abriu o Grupo D, e que foi marcado pela presença do meia Christian Eriksen um ano e meio após sofrer uma parada cardíaca em pleno jogo da Eurocopa em 2021 que chocou o mundo e quase o fez abandonar o futebol.

Em uma partida de muitos ataques, disputada no estádio Al Janoub, em Doha, dinamarqueses e tunisianos não conseguiram superar os goleiros Aymen Dahmen e Kasper Schmeichel, que fizeram boas defesas, resultando no primeiro empate sem gols em seis jogos disputados até o momento na Copa do Mundo do país árabe.

Embora voluntarioso, Eriksen teve problemas para romper o sólido sistema defensivo da Tunísia, que teve no atacante Isaam Jebali seu jogador mais perigoso.

"Essa é a Copa do Mundo. Não é uma competição pequena, é a mais importante do mundo. É importante mostrar a determinação no campo, mais com os torcedores que temos aqui no Catar", disse o volante tunisiano Aissa Laidouni, que protagonizou uma forte entrada sobre Eriksen no início da partida.

Em seu próximo jogo, no sábado, a Tunísia enfrentará a Austrália no estádio Al-Janoub, enquanto a Dinamarca encara a França no mesmo dia, no estádio 974.

- Sem norte -

Sem a bússola de Eriksen, titular em sua terceira Copa do Mundo (África do Sul-2010 e Rússia-2018), a Dinamarca se perdeu na busca pela vitória na abertura de seu sexto Mundial.

O meia do Manchester United, de 30 anos, teve que se reinventar em meio à disciplinada defesa da Tunísia, que no primeiro tempo esteve mais perto de abrir o placar.

Jebali soube explorar seus conhecimentos do futebol dinamarquês - é jogador do Odense BK - para colocar à prova o experiente Schmeichel: na primeira tentativa, aos 23 minutos, superou o goleiro em um chute rasteiro cruzado, mas o gol foi anulado por impedimento. Aos 43, dinamarquês mandou para escanteio com a ponta dos dedos uma finalização por cobertura.

Schmeichel, de 36 anos, já tinha contado com a sorte, em um chute de Mohamed Drager que passou raspando a trave após desvio em Andreas Christensen.

- Domínio dinamarquês -

Consciente de que sua equipe precisava de um jogador com seu perfil, Eriksen tentou aparecer mais para o jogo no começo do segundo tempo: se movimentou pelos lados, pelo comando de ataque e inclusive voltou ao campo de defesa para ajudar na saída de bola.

Embora tenha deixado Dahmen mais preocupado (o atacante Andreas Skov Olsen teve um gol anulado por impedimento aos 55 minutos), a Dinamarca teve dificuldade para quebrar o bloqueio defensivo da Tunísia, ainda mais após a saída antecipada do meia Thomas Delaney, lesionado no final do primeiro tempo.

Com poucas chances de entrar jogando dentro da área tunisiana, o time dinamarquês apostou no jogo aéreo (Andreas Cornelius acertou uma cabeçada na trave no minuto 71) e nos chutes de longe (Dahmen mandou para escanteio uma bomba de esquerda de Eriksen da entrada da área aos 70 minutos e uma de direita de Cornelius nos acréscimos).

Apostando tudo na vitória, o técnico da Dinamarca, Kasper Hjulmand, fez uma tripla mudança, que incluiu a saída do capitão, o zagueiro Simon Kjaer.

Os dinamarqueses passaram a sufocar os tunisianos, que colocaram em campo sua joia Hannibal Mejbri, enquanto o camisa 10, Wahbi Khazri, viu o jogo do banco.

As mudanças, no entanto, tiveram pouco efeito, mas ajudaram o Catar a testemunhar seu primeiro jogo sem gols.

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