Diga não ao Boa Esporte. Bruno sorri e Eliza Samudio está morta.

Bruno terá uma chance de voltar ao futebol (Gazeta Press)

Difícil de engolir essa.

É revoltante ver Bruno solto e rindo como se nada tivesse acontecido. A decisão do glorioso Boa Esporte de contratar o goleiro é uma das páginas mais tristes da história da sociedade e do futebol.

Ainda bem que ninguém é Boa Esporte. E nunca será.

Não sou formado em advocacia embora tenha feito 2 anos de direito.

Dar espaço para um assassino condenado é um absurdo. Chega a ser uma afronta ao país que tenta aos poucos se endireitar e se livrar da corrupção. Tiro no pé.

A atitude de um juiz, suspeito, abre um precedente perigoso na sociedade. O que se passa no STF?

Judiciário ou legislativo?

Matou fica por isso mesmo. Sim, pior que aqui é assim.

O Boa se defende e se diz amparado pela lei. Bruno ficou preso seis anos condenado só em primeira instância. Dizem seus advogados que foi absolutamente legal e constitucional a decisão.

Em seis anos o recurso não foi julgado. E daí?

Bruno, lembro aos leitores, foi condenado em primeira instância, pelo assassinato da mãe de seu filho. O habeas corpus deu a ele o direito de aguardar o resultado da apelação em liberdade.

Fato é que esse assassino não pagou nada. Ele foi condenado a 22 anos de prisão e ainda existe recurso pendente no TJ de Minas.

Que bonito. Que exemplo dos nossos juízes.

A pena dele teria que ser prisão perpétua.

Mas é Brasil. É a lei. Cumpriu um terço da pena e está livre.

Será que alguma empresa séria vai querer seu nome estampado na camisa dele?

Será mesmo que o Boa Esporte acha que será bem recebido por onde passar e que fez uma boa ação?

Marketing podre.

O clube torna-se a partir de agora o clube mais antipático e odiado do Brasil. Se a Chapecoense virou o segundo time do torcedor brasileiro, o Boa passa a ser o último.

Bruno que se prepare. Ele sabe bem o que vai ouvir por onde passar. Os gritos que vão ecoar das arquibancadas. E será bem merecido, afinal é um assassino solto pelos gramados do país.