Diego Loureiro revela conselhos de Gatito e não foge da pressão no gol do Botafogo: 'O sarrafo é muito alto'

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Assumir a posição de goleiro titular do Botafogo é uma missão traiçoeira e difícil para qualquer um. Isso porque o clube teve, nos últimos anos, as presenças de Jefferson e Gatito Fernández, atualmente se recuperando de lesão, colocados como dois dos melhores arqueiros do país no período. Diego Loureiro, de 23 anos, assumiu a bronca.

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O jogador, revelado nas categorias de base do Botafogo, assumiu o posto de titular com o problema físico de Gatito e a saída de Diego Loureiro. O camisa 29 tem sido titular em boa parte da temporada. É claro que a pressão pela "sombra" deixada pelos dois arqueiros do passado existe, mas o atleta reconhece falhas e entende que pode servir como uma chance de evoluir.

– O sarrafo aqui no clube é mais alto. A gente tem história com grandes goleiros. Isso é bom, uma pressão que vai me ajudar a crescer. De um jeito ou outro eu me envolvo mais ainda com o Gatito dentro de campo, já tinha passado por momentos com ele treinando. Hoje ele já voltou a treinar, estou feliz com ele ali, pegando experiência. Isso é muito importante, é uma pressão boa, falhas acontecem, todo mundo acha que erra nessa profissão, então, devo errar. Mas eu sei que não só eu mas todos ali da defesa acertou muito mais do que errou e alguma hora as coisas dão certo. Querendo ou não, fico feliz por tudo o que venho passando, por poder ajudar a equipe - afirmou Diego, em entrevista exclusiva ao LANCE!.

A goleada por 4 a 0 sobre o Vasco colocou o Botafogo em uma posição privilegiada: o Alvinegro pode garantir matematicamente o acesso contra a Ponte Preta, na próxima quinta-feira. Quem vê o placar do clássico, contudo, pensa que foram 90 minutos de domínio, mas Diego Loureiro fez duas defesas no começo do jogo para evitar gols do rival. Ele divide os louros com o elenco.

– Foram defesas muito importantes no início do jogo. Trabalhamos muito com o Flávio (Tênius). Está todo mundo aqui dedicado e feliz com o pessoal lá da frente, eles trabalham demais, ajudam na defesa também, são comprometidos para marcar, a gente fica feliz por tudo o que o grupo vem conquistando. O Marco Antônio, o Diego, Navarro são caras excepcionais e merecem muito, Warley fazendo grandes atuações. Acho que o grupo, como um todo, vem crescendo bastante jogo após jogo. Fico feliz de ter ajudado a equipe, mas o mais importante é a vitória. A defesa foi boa mas temos que agora focar nesse jogo contra a Ponte Preta, é muito importante também - valorizou.

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Muito da evolução de Diego durante a temporada passa por... Gatito Fernández. O jovem revelou que conversa com o paraguaio sobre dicas, conselhos e toques do que ele poderia ter feito melhor - ou no que se destacou - durante os jogos.

– Durante e depois do treino, a gente desce e sobe para o campo conversando sobre as situações do jogo. Ele às vezes fala o que eu podia ter feito melhor, qual atitude eu podia ter tomado melhor, ou então fala se eu tomei a atitude certa ou não. É muito participativo, busca sempre ajudar de alguma forma. Ele é um cara que merece bastante, me ajudou muito no início aqui no profissional e até hoje. Esse processo com ele é muito importante, sempre conversa e procura me explicar algumas situações, isso me ajuda bastante - revelou.

Diego vive, de fato, a primeira temporada como titular apenas aos 23 anos. Cria da base do Botafogo, ele atuou de forma esporádica em anos anteriores, mas só em 2021 conseguiu uma sequência abaixo das metas país afora pelo time principal do Alvinegro. Isso, claro, também faz parte do processo de crescer.

– Hoje, se não me engano, tenho 33 jogos. Acho que são poucos jogos ainda, mas só de sair da estaca de não ter jogo nenhum... Você tem uma maturidade, vai criando uma casca. Acho que o goleiro demora um pouco mais, mas também a gente não pode se apoiar nisso. Nossa posição aqui é um pouco traiçoeira. Não podemos nos dar ao luxo de ficar errando. Acho que posso melhorar nas tomadas de decisões. Sei que venho ajudando a equipe, mas sei dos meus erros também. Esse é meu principal objetivo pra frente, é melhorar a questão da tomada de decisão - pontuou.

Gatito Fernández - Botafogo
Gatito Fernández - Botafogo

Gatito se recupera de lesão no Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

MAIS DECLARAÇÕES DE DIEGO LOUREIRO

Goleada contra o Vasco
– Uma vitória importante. A gente batalhou bastante para isso, para chegar nesse momento, nosso objetivo. Embora a gente saiba que não esteja concretizado matematicamente mas falta pouco.

Usar a velocidade no clássico
– A gente achou que seria um jogo difícil, como no início foi. Com o Enderson nós trabalhamos muito os pontos que eles (Vasco) tinham de mais fraquezas, buscamos explorar para poder usar a favor do nosso jogo e acabou que deu certo, nós aproveitamos os contra-ataques. Trabalhamos isso durante a semana e acabou dando certo no jogo. Não esperávamos que ia ser 4 a 0, mas graças a Deus foi um bom resultado, expressivo e muito importante.

Chamusca e evolução com Enderson
– A gente também tem que assumir um pouco da culpa do que aconteceu antes. Ele (Chamusca) tem a ideologia dele de trabalho e cabe a nós jogadores dar nosso melhor com o que tem de ideia de trabalho e acho que nós não tivemos boas atuações. Quando o Enderson chegou com a comissão dele, com o Luís, com o Edy, com o Ailton, o grupo se reuniu e disse que era um momento de tomar uma decisão e virar a chave, se dedicar, entregar dentro de campo, nos treinos, para poder alcançar nossos objetivos porque do jeito que estava não ia dar certo.

Clima do elenco
– Nos dedicamos bastante e temos um vestiário muito unido. Tanto com quem estava aqui ano passado quanto com quem chegou esse ano, acho que é um dos melhores vestiários que já presenciei no Botafogo, com Kanu e Carli comandando como os capitães do time e o resto da equipe bem unido. O Edy tem uma função muito importante para o grupo, é um cara que tem a palavra certa para o momento certo, para o jogo certo. O professor Enderson é bem competente e acho que isso ajudou no nosso processo.

Meta para a Série B
– Pensar em subir a gente pensa. Agora está bem próximo. Agora a gente tem como objetivo ir atrás do título. Acho que é uma marca que o grupo merece por tudo que vem passando, por tudo que trabalhou. É um momento importante, acho que tudo isso vai ser bom para todo o elenco. Procuramos pensar sempre jogo a jogo, é o nosso dilema desde que o professor Enderson chegou. Não temos que pensar num jogo daqui a duas semanas, mas sim focar no próximo jogo, e a gente trabalha para isso. Eu acho que isso vai segurar nossa ansiedade durante a semana e nesse processo que está acabando.

Jogar ao lado de Joel Carli
– Ajuda sem dúvidas. É um cara sensacional. Acho que ele junto com o Kanu formam uma dupla muito boa. Ele é um líder nato, sabe o momento em que a gente precisa ouvir um conselho, sabe o momento que tem que te dar um esporro dentro de campo e o momento que tem que te apoiar. Ele tem muito esse ‘feeling’, mas temos também jogadores que têm competência para estar dentro de campo. Gilvan, Mezenga... Um time bem sólido e quando um sai o outro entra e dá conta do recado. Vamos para esse próximo jogo contra a Ponte Preta para continuar na liderança.

Protesto por salários atrasados
– O Carli e o Kanu ficam como os porta-vozes da equipe, eles conversam com a direção. Eles buscam ser o mais transparentes possíveis. Esse protesto foi por alguns acordos que não foram cumpridos. Mas hoje eu vejo a diretoria muito mais empenhada em resolver os problemas, mais sincera, transparente e honesta com a gente. Mas é chato, às vezes ocorre algo que não foi combinado, mas a gente não deixa mudar nosso foco dentro de campo e confiamos neles para que tudo que foi combinado seja concluído. Sabemos que eles estão se dedicando bastante por mais difícil que seja a situação. São pessoas que têm caráter e buscam o melhor e a gente espera que dê tudo certo.

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