Dia Nacional do Orgulho Gay: mobilização dos clubes é alento para quem luta por um futebol mais inclusivo

Nathalia Almeida
·3 minuto de leitura

De acordo com as estimativas levantadas em estudos recentes, quase 10% da população brasileira é formada por pessoas que se identificam como LGBTQIA+, mas essa estatística definitivamente não se manifesta quando falamos de esportes de alto rendimento: quantos atletas assumidamente homossexuais ou bissexuais você conhece? Isso certamente não significa que eles não existam, pois eles existem e resistem, mas quase sempre em silêncio. Um silêncio agoniante, que machuca e dói. O silêncio de quem precisa esconder/negar o que é para sobreviver no meio.

Essa falta de representatividade pública se explica pelo fato do esporte ainda ser, infelizmente, um ambiente totalmente hostil às minorias. É uma realidade difícil de ser transformada, afinal, são séculos de estigmas e preconceitos enraizados, mas um caminho importante e necessário para que vejamos a mudança é falar cada vez mais sobre o assunto. Informar, conscientizar e promover o debate, sem medo de tabus ou reações negativas. E foi isso que diversos clubes brasileiros fizeram neste dia 25 de março, o Dia Nacional do Orgulho Gay.

A seguir, confira alguns dos posicionamentos oficiais de clubes da Série A do futebol brasileiro:

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Vivemos no país em que a população LGBTQIA+ mais está sob ataque, afinal, o Brasil lidera o triste ranking mundial de crimes de ódio direcionados a este grupo minoritário: estima-se que a cada 23 horas, uma pessoa LGBT seja assassinada em solo tupiniquim. Além disso, a taxa de desemprego entre LGBTs é praticamente 2x maior em relação ao 'padrão brasileiro', estatística que escancara como direitos básicos são negados a esses indivíduos, marginalizados simplesmente por serem diferentes em sua essência e existência.

Neste sentido, se sonhamos e lutamos por uma sociedade mais inclusiva e plural, a mobilização de times brasileiros neste Dia Nacional do Orgulho Gay é um alento: ainda que pequeno, é um passo para que o futebol seja um local um pouco mais seguro para as minorias. E o futebol, enquanto microcosmo social, pode ser o estopim para mudanças em larga escala. Fica a nossa torcida para que os clubes se engajem cada vez mais com ações contínuas e coordenadas, que inspirem a transformação desta dolorosa realidade que os números acima corroboram.