Dhiego Lima define combate no UFC 231 como questão de “vida ou morte”

AgFight

Na maior organização de MMA do mundo, o nível de cobrança é extremo. Portanto, um atleta que acumule sequência negativa de resultados automaticamente se preocupa com sua permanência no plantel de lutadores do Ultimate. É exatamente esse o caso de Dhiego Lima, que encara Chad Laprise neste sábado (8) no Canadá. O brasileiro, que vem de três derrotas seguidas, duas delas dentro do UFC, admitiu em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight que, caso perca novamente, será afastado da empresa comandada por Dana White.

E o peso-meio-médio (77 kg) já viveu uma situação semelhante em 2015, na sua primeira passagem pelo UFC. Na ocasião, Dhiego foi afastado da liga após sofrer dois reveses seguidos, mesmo cenário que vive atualmente. Portanto, dada as circunstâncias, todo cuidado é necessário para o brasileiro, que busca sobrevida no Ultimate no card de número 231.

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

“Sábado para mim é vida ou morte, tenho que salvar meu contrato. Se eu perder no sábado, não tem mais contrato, e quero muito ficar no UFC, então vou ganhar essa luta de qualquer jeito. Tenho que salvar meu contrato com essa luta, e estou preparado, não tem pressão não. Quando você está no UFC, não tem essa, a pressão já está ali. Então não tem pressão adicional, é sempre a mesma pressão, por lutar no UFC, mas estou preparado para tudo. Estou alegre, do jeito que sempre sou, então nada vai mudar, vou lá, fazer meu trabalho do mesmo jeito e sair na porrada, que é o que eu gosto de fazer”, admitiu Lima.

“Não, não é a última luta do meu contrato, mas você perdendo três [lutas] direto no UFC eles te mandam embora de qualquer jeito, sabe? Geralmente duas derrotas seguidas já mandam embora, três então nem se fala”, completou.

E o curioso é que se analisarmos os números de Dhiego no UFC e em outras organizações, parece que trata-se de dois atletas diferentes tamanha a discrepância nos resultados. No Ultimate, o brasileiro soma cinco derrotas e apenas uma vitória. Já em outras ligas, o meio-médio carrega um histórico de 11 triunfos e apens dois reveses. O próprio lutador não consegue explicar o desempenho abaixo do esperado na maior organização de MMA do planeta.

“Eu não sei [porque não consigo vencer no UFC], só Deus sabe [risos]. Algumas lutas lutei machucado, outras sei lá, perdi para mim mesmo. Isso é uma parte da minha história que eu não entendo, e nem quero entender. Todas as lutas me preparo, mas acredito muito na hora de Deus. Deus está no controle e eu deixo ele cuidar. Não fui bem ainda [no UFC] mas só estou de olho no futuro, porque se eu for olhar meu passado no UFC [risos] acabo ficando para baixo. Então nem olho isso, pego como experiência. Continuo alegre do mesmo jeito, acredito que chegou a minha hora, vamos lá, estou me sentindo muito bem. Passado é passado, não gosto nem de olhar, estou de olho no futuro. E no UFC não tem jeito, se você ganha três/quatro lutas seguidas, ‘boom’, seu nome já está lá no top. Estou focado em vencer o Chad, um cara bom que já me bota ali, que se eu vencer outra em seguida já estou… ‘vixi’, final do ano que vem já falando de cinturão”, declarou, em conversa bem-humorada com a equipe da Ag Fight.

No entanto, apesar do histórico ruim dentro do Ultimate, Dhiego garante que está na melhor fase de sua vida. De acordo com o atleta da American Top Team, seu camp de preparação foi essencial para que ele evoluísse em todas as áreas do jogo. E para o brasileiro, o combate contra Laprise é a oportunidade perfeita para demonstrar seu progresso na prática.

“Melhorei muito [desde 2015] em todas as partes, sou um cara que sempre estou treinando. Meu irmão lutou agora, estou sempre ajudando ele. Nosso time se ajuda, então estou sempre treinando. Sempre tentando evoluir meu jogo, fui na American Top Team, na Flórida, treinei um pouquinho lá também, sempre acrescentando mais armas. Vocês vão ver um lutador muito completo dessa vez. Wrestling, trocação, chão, tudo. Melhorei muito em todas as partes, estou na melhor forma da minha vida, sou um lutador completo agora. Vocês vão ver no sábado, vão ficar: ‘Caraca, esse bicho está foda hein’. Essa luta é uma ótima oportunidade para mostrar meu jogo completo, então não vejo a hora”, projetou o goiano de 29 anos.

A luta de Dhiego integrará o card preliminar do show em Toronto. O evento deste sábado ainda conta com duas disputas de cinturão como atrações principais. No combate principal da noite, Brian Ortega e Max Holloway duelam pelo reinado dos pesos-penas (66 kg). Já o co-main event do card 231 será encabeçado por Valentina Shevchenko e Joanna Jedrzejczyk, que disputam o título vago dos moscas (57 kg).

Leia também