Destaques da NASA: nebulosas, Artemis I e + nas fotos astronômicas da semana

Preparado para conferir as mais recentes imagens destacadas pela NASA no site Astronomy Picture of the Day? Nesta semana, você encontra algumas fotos que mostram os avanços da missão Artemis I, que levou a nave Orion com destino à Lua — uma das imagens mais fascinantes traz a Terra, Lua e parte da nave, todas fotografadas juntas.

Há ainda imagens de nebulosas coloridas, aglomerados estelares e até uma grande galáxia, que impressiona com a beleza e os detalhes dos seus braços espirais.

Veja abaixo:

Sábado (19/11) — Lançamento da missão Artemis I

Lua e foguete Space Launch System, fotografados durante o lançamento da missão Artemis I (Imagem: Reprodução/John Kraus)
Lua e foguete Space Launch System, fotografados durante o lançamento da missão Artemis I (Imagem: Reprodução/John Kraus)

Foi no dia 16 de novembro que o foguete Space Launch System (SLS) deixou a plataforma 39B do Kennedy Space Center, marcando o início da missão Artemis I e direcionando a cápsula Orion à Lua. A nave seguiu viagem para entrar na órbita retrógrada distante, ao redor da Lua.

Na foto, o destaque fica por conta dos motores e propulsores sólidos do foguete SLS. As ondas de pressão geradas pela passagem do veículo causaram as ondulações no disco lunar, no lado direito da imagem.

Domingo (20/11) — Brilho no ar

Airglow fotografado no Tibet (Imagem: Reprodução/Jeff Dai)
Airglow fotografado no Tibet (Imagem: Reprodução/Jeff Dai)

Os tons coloridos nesta foto são um ótimo exemplo do brilho do ar (ou “airglow”, no nome em inglês). Ao contrário do que acontece com as auroras, causadas pelas interações entre as partículas eletricamente carregadas do Sol e as moléculas da atmosfera, o airglow vem da quimioluminescência.

Neste caso, a energia deixada pela luz solar na atmosfera é transferida a moléculas na atmosfera superior, que emitem luz para liberar o excesso de energia. Além disso, o airglow pode ocorrer também quando átomos e moléculas ionizados pela luz solar colidem e capturam um elétron.

Segunda-feira (21/11) — Nebulosa da Borboleta

A Nebulosa da Borboleta fica a cerca de 3.500 anos-luz de nós (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Hubble/ William Ostling)
A Nebulosa da Borboleta fica a cerca de 3.500 anos-luz de nós (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Hubble/ William Ostling)

As cores e formas desta nebulosa planetária vêm da estrela NGC 6302, que está expelindo suas camadas mais externas conforme chega ao fim de sua "vida". As camadas formaram esta estrutura colorida que lembra as asas de uma borboleta, daí o apelido do objeto.

Estas "asas" se estendem por aproximadamente três anos-luz, e têm temperatura de superfície acima dos 200.000 ºC. A estrela está no interior da nebulosa, mas não aparece porque está oculta por poeira.

Terça-feira (22/11) — Dupla de aglomerados estelares

Aglomerados estelares abertos NGC 869 e NGC 884 (Imagem: Reprodução/Tommy Lease)
Aglomerados estelares abertos NGC 869 e NGC 884 (Imagem: Reprodução/Tommy Lease)

Aqui, temos o par de aglomerados estelares abertos formado por NGC 869 e NGC 884. Localizados a cerca de sete mil anos-luz da Terra, eles podem ser encontrados em direção à constelação Perseus, o Perseu, e contêm estrelas mais jovens e quentes que o Sol.

Além da proximidade, estes aglomerados são formados por estrelas de idade semelhante, o que sugere que têm origem comum. Eles podem ser observados a olho nu em locais distantes da poluição luminosa.

Quarta-feira (23/11) — Orion, Terra e Lua

Foto feita pelas câmeras da nave Orion na véspera de um sobrevoo pela Lua (Imagem: Reprodução/ NASA, Artemis 1)
Foto feita pelas câmeras da nave Orion na véspera de um sobrevoo pela Lua (Imagem: Reprodução/ NASA, Artemis 1)

No início desta semana, a nave Orion sobrevoou a Lua, ficando a apenas 130 km da superfície do nosso satélite natural. O procedimento rendeu a foto acima capturada no sexto dia da missão Artemis I, que mostra a Terra “se pondo” por trás da Lua.

O sobrevoo foi necessário para a Orion ganhar velocidade e, assim, conseguir entrar na órbita retrógrada distante ao redor do nosso satélite natural.

Quinta-feira (24/11) — Nebulosa escura LDN 1251

A nebulosa escura LDN 1251 abriga estrelas em formação (Imagem: Reprodução/Stefano Attalienti)
A nebulosa escura LDN 1251 abriga estrelas em formação (Imagem: Reprodução/Stefano Attalienti)

A estrutura na foto acima pode até ter formato "fantasmagórico", mas ela é simplesmente a nebulosa escura LDN 1251. Ela fica a cerca de mil anos-luz de nós e abriga estrelas em formação em seu interior — algumas destas estrelas recém-nascidas se destacam pelo brilho avermelhado em meio à nebulosa.

Esta nuvem de poeira faz parte de um complexo de nebulosas escuras. Na foto, A LDN 1251 aparece acompanhada por galáxias distantes ao fundo.

Sexta-feira (25/11) — Galáxia NGC 6744

A NGC 6744 é uma galáxia espiral com quase o dobro do tamanho da Via Láctea (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, LEGUS team)
A NGC 6744 é uma galáxia espiral com quase o dobro do tamanho da Via Láctea (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, LEGUS team)

A galáxia NGC 6744 fica a cerca de 30 milhões de anos-luz da Via Láctea. Assim como nossa galáxia, ela é do tipo espiral, mas se estende por quase 175 mil anos-luz — ou seja, tem quase o dobro do tamanho da Via Láctea!

Nesta foto capturada pelo telescópio Hubble, temos acesso a cerca de 24 mil anos-luz de sua região central; ali está seu núcleo, dominado por estrelas antigas e frias. Já em seus braços, estão aglomerados estelares jovens e regiões de formação estelar.

Fonte: Canaltech

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