Desmatamento incomoda e Bolsonaro volta a dar 'patada' na imprensa

(AP Photo/Pavel Golovkin, Pool)
(AP Photo/Pavel Golovkin, Pool)

O presidente Jair Bolsonaro evitou nesta terça-feira comentar sobre os dados do desmatamento na Amazônia divulgados na segunda (18).

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Os dados mostram um aumento de 29,5% em comparação com o ano passado.

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O presidente falou antes de participar de cerimônia em homenagem ao Dia da Bandeira nesta quarta-feira.

Ao ser questionado sobre o desmatamento, Bolsonaro questionou se as mesmas perguntas eram feitas para a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que, segundo ele, teve "recorde" de desmatamento.

Segundo os dados do Instituto Nacional de Pesquisa Especiais (Inpe), 2019 teve o índice de desflorestamento mais alto desde 2008.

- Você perguntava sobre desmatamento quando a Dilma foi ministra? A Dilma não, a Marina Silva foi ministra? Foi recorde de desmatamento, então não pergunta pra mim não. Não pergunta não, Ricardo Salles está ai, conversa com ele.

Marina Silva foi ministra de janeiro de 2003 até maio de 2008, quando foi substituída por Carlos Minc. O cálculo divulgado na segunda-feira é do sistema Prodes , ferramenta do Inpe que mede as taxas anuais de desmatamento.

O bioma teve 9.762 km² devastados entre agosto de 2018 e 31 de julho deste ano, representando uma alta de 29,5% — o maior percentual desde 1998, quando a devastação avançou 31%.

Em 2019 foi registado o índice mais alto de desflorestamento desde 2008, que registrou 12.911 km².

Dos nove estados que compõem a Amazônia Legal, o Pará responde isoladamente por 39,6% do desmatamento.

Segundo a Secretaria estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), o combate à devastação da floresta é compartilhada com municípios e governo federal, e que ainda busca apoio internacional para financiamento de políticas públicas.

A pasta ressalta que está intensificando as operações para apreensão de carvão, madeira serrada, além de máquinas e caminhões usados ilegalmente.

Da AGÊNCIA O GLOBO

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