Desmatamento da Amazônia na 'era Bolsonaro' é o maior na década

(AP Photo/Leo Correa)
(AP Photo/Leo Correa)

A Amazônia teve 9.762 km² devastados entre agosto de 2018 e julho deste ano. No mesmo período do ano anterior, a taxa foi de 7.536 quilômetros quadrados. A informação é do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com base em análise preliminar do sistema Prodes, que calcula as taxas anuais de desmatamento na floresta.

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Os dados foram divulgados nesta segunda-feira em coletiva de imprensa pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, na sede do Inpe, em São José dos Campos, no estado de São Paulo.

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Apenas o Pará responde por 40% do desmatamento. Ao lado de Rondônia, Amazonas e Mato Grosso, os quatro estados respondem por quase 70% do desmatamento do período. Roraima também se destaca, com aumento de 216% na devastação da floresta.

As informações não contemplam os dados de queimadas e desmatamento dos meses de agosto e setembro, quando imagens de queimadas na Amazônia rodaram o mundo. Os dados consolidados serão apresentados em maio de 2020.

Um grupo de representantes do Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais da Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial (SindCT) acompanhou a divulgação dos dados no auditório do Inpe. Eles vestiam camisas com a inscrição “Não ao desmonte da C & T”.

Da AGÊNCIA O GLOBO

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