Desempregado, Arouca planeja retorno “já para o estadual” em 2020

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Arouca em 2017, durante sua passagem pelo Palmeiras (Ale Cabral/AGIF)
Arouca em 2017, durante sua passagem pelo Palmeiras (Ale Cabral/AGIF)

Por João Marcos Carneiro (@joaommc03)

Quando o assunto é desemprego pensamos logo no trabalhador comum como secretários, balconistas, advogados, engenheiros, enfermeiros e por aí vai. No entanto, dentre os 12,5 milhões de brasileiros que procuram diariamente uma vaga no mercado de trabalho, também estão os jogadores de futebol, alguns até mesmo famosos, como é o caso do volante Arouca, que tem no currículo as conquistas da Libertadores, do Brasileirão e um tri da Copa do Brasil.

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O atleta está sem clube desde 31 de janeiro, quando viu seu contrato com o Palmeiras se encerrar. Desde então, treina diariamente no Rio de Janeiro, junto ao preparador físico Leandro Cardoso, com quem trabalhou no Atlético Mineiro, sonhando com o retorno aos gramados em 2020.

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Em contato com a reportagem do Yahoo Esportes, Arouca, hoje com 33 anos, contou que enfrentou problemas pessoais, os quais não quis especificar, no início da temporada de 2019, e por isso não acertou com equipe alguma. Ele afirma que houve algumas sondagens, entre elas a do Guarani, clube que disputa o Paulistão.

“Quando acabou meu contrato com o Palmeiras, tive problemas pessoais e optei por resolvê-los para depois voltar. Não estava com cabeça para jogar e seria injusto acertar com alguém sem estar 100% comprometido com o time. Chegou algo (do Guarani) através do meu antigo empresário, mas não deu certo”.

Após resolver as pendências, o volante seguiu procurando nova camisa para vestir ainda neste ano, porém afirma que “elencos já montados e janela de transferências fechada” atrapalharam seus objetivos.

Agora, focado já nos estaduais de 2020, Arouca, que além das cores do Galo já vestiu as camisas de Fluminense, São Paulo, Santos, Palmeiras e Vitória, admite que a falta de ritmo de jogo pode deixar quem pensa em contratá-lo com um pé atrás.

“Pode ser que me atrapalhe sim, mas está nas mãos de Deus, quero muito voltar. Quero fazer o que eu mais gosto já no campeonato estadual. É difícil ficar só treinando, mas estou fazendo a parte física e com bola e em nenhum momento desanimei, fico sempre pensando no futuro breve. Já existem algumas sondagens, conversas de clubes do Rio e de São Paulo, mas estamos aguardando para dar alguma continuidade”.

Um ano fora das quatro linhas tem, porém, seu lado positivo. Arouca conta que pôde aproveitar a família como nunca antes: “Primeira coisa que tenho feito é treinar para jogar o quanto antes, mas pude aproveitar a família. Com a correria do futebol não dá tempo, mas agora pude levar os meus filhos na escola e fazer outras atividades do dia a dia com eles”.

Quem vê o volante buscando novamente seu espaço pode não se lembrar do início de sucesso na carreira. Camisa 8 da seleção campeã mundial sub-17 em 2003, o mesmo conquistado pelos meninos do Brasil no último domingo, o atleta se lembrou das dificuldades daquela campanha e vê até semelhanças com a taça vencida nesta temporada.

“O time deste ano tinha totais condições de vencer o título, venceu grandes adversários como a França naquela virada espetacular e na final a mesma coisa. E em 2003 nós também tivemos muitas dificuldades, a nossa seleção pegou outras fortíssimas. Passa até um filme lembrar daquele ano. Na final foi a Espanha do Fábregas, jogador que hoje tem um nível mundial enorme, dispensa comentários. Mas o conjunto falou mais alto e ganhamos de 1 a 0”.

Santos de 2010 x Flamengo de 2019

Outro assunto comentado pelo jogador foi o momento vivido pelo Flamengo comparado ao do Santos de 2010, em que Arouca jogava ao lado de Neymar e Ganso. O volante acredita que as duas equipes encantaram o público em suas épocas, mas declarou sua preferência. 

“Tem muitas opiniões e eu respeito todas. O Flamengo desse ano tem encantado todo mundo, não só aqui no Brasil, mas lá fora também. Joga muito, tem grandes vitórias, é campeão da Libertadores e do Brasileiro. E o Santos de 2010 era a mesma coisa, vencia por goleadas e todo mundo parava para ver também. Mas a minha opinião é de que o Santos era melhor”.

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