Desempenho do Palmeiras no Mundial é insuficiente para ganhar a Copa do Brasil

Alexandre Praetzel
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Abel Ferreira precisará remobilizar o elenco e achar novas formas de jogar. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Abel Ferreira precisará remobilizar o elenco e achar novas formas de jogar. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

O Palmeiras foi quarto lugar do Mundial de Clubes, com resultados ruins e desempenhos fracos. As atuações coletivas e individuais deixaram a desejar, terminando com a pior colocação dos sul-americanos na história da competição

Na derrota para o Tigres, o Palmeiras foi reativo demais, esperando o erro dos mexicanos. Perdeu, sem agredir o adversário. No melancólico jogo de terceiro e quarto lugares, empate insosso contra o limitado Al Ahly-EGI e queda nos pênaltis. Dois confrontos, sem nenhum gol marcado e a quarta posição entre quatro disputantes. Péssimo.

Agora, a bola está com Abel Ferreira. O título da Libertadores da América ratificou o bom trabalho do português, com estratégias interessantes e extração máxima de muitos dos seus comandados. O Palmeiras foi ao Catar cheio de expectativas, projetando uma final contra o Bayern, mesmo sabendo das dificuldades em bater o Tigres. Caiu na semifinal, com atitude pequena, e isso gerou desconforto.

O português tentou minimizar, falando em orgulho pela colocação palmeirense. O discurso foi irrevelante, porque na prática era possível entregar bem mais.

O próximo desafio será a decisão da Copa do Brasil diante do copeiro Grêmio. Com essa bola, o Palmeiras não conseguirá seu quarto titulo do torneio. O tricolor gaúcho não vem muito bem, mas tem bons nomes individuais e um elenco experiente, acostumado a grandes embates. Ao Palmeiras, restou uma tentativa de remobilização, com novas ideias e variações para um grupo que pode mais. Do ponto de vista individual, Weverton, Gómez e Willian mantiveram a qualidade habitual.