Desafogo falha e Palmeiras aprende que nem toda pressão é suportável

William Correia
LANCE!
Deyverson acumulou erros e o Palmeiras não manteve a bola na frente como precisava (Divulgação/Palmeiras)

Desafogo falha e Palmeiras aprende que nem toda pressão é suportável

Deyverson acumulou erros e o Palmeiras não manteve a bola na frente como precisava (Divulgação/Palmeiras)


O Palmeiras é comprovadamente um time que sabe controlar a partida sem ter a bola e até com o rival em seu campo. Trunfo que fez a equipe ganhar o último Brasileiro, liderar o atual e ter a melhor campanha da Libertadores. Porém, a tática tem riscos e, nesta quarta-feira, o sistema de desafogo não funcionou. A pressão do Inter foi insuportável e, após a derrota por 1 a 0, a decisão nos pênaltis veio muito por Weverton. Mas o Verdão está fora da Copa do Brasil.

O cenário no tempo normal lembrou outra eliminação marcante do Palmeiras, diante do Boca Juniors, nas semifinais da Libertadores do ano passado. O time controlava a partida à sua maneira, mas permitiu tanta pressão que saiu da Bombonera derrotado por 2 a 0. No jogo de volta, 2 a 2 e queda na competição. O primeiro tempo desta quarta-feira teve momentos similares.

O Verdão até não ficou tão recuado como ocorreu naquele jogo em Buenos Aires, mas, simplesmente, não conseguia sair. Deyverson cometeu diversas falhas técnicas e foi incapaz de prender a bola na frente - o Footstats apontou sete perdas de posse, tornando-o líder no quesito no time. Para completar, Lucas Lima praticamente não apareceu, e ficar sem o passe que leva a bola à frente compromete. E Zé Rafael ainda se perdia nos próprios erros.

Era tudo que o Inter precisava para ficar o primeiro tempo inteiro bombardeando o Palmeiras em seu campo. Weverton foi acumulando defesas difíceis enquanto Gustavo Gómez perseguia Guerrero, nem sempre com sucesso nesse embate individual. Felipe Melo não conseguia achar uma forma de proteger a entrada da área e Bruno Henrique não encontrava o posicionamento certo para ajudar.

A pressão não estava sob controle e o desafogo inexistia. O gol colorado era uma certeza. E foi aos 40 minutos do primeiro tempo que Patrick interrompeu uma sequência de exatos 1200 minutos (contando acréscimo) de Luan e Gustavo Gómez sem sofrer gol atuando juntos. O confronto, na soma dos placares, estava empatado, com o Inter animado e jogando em casa.

Luiz Felipe Scolari recusou-se a ousar. Não tinha como manter Lucas Lima depois do intervalo, mas o time precisava de um armador que entregasse a bola à frente e acionasse o ataque para desafogar. O técnico preferiu preencher mais o meio-campo, com a entrada de Moisés. E as ações ofensivas do Palmeiras se limitavam ao esforço de Dudu. Willian ainda ajudou quando entrou pela direita, mas Carlos Eduardo, outra mudança, pouco fez.

O time até teve um pênalti marcado em Felipe Melo em raro ataque em bloco, mas o lance foi anulado pelo árbitro de vídeo. O mesmo ocorreu com o gol de Cuesta, já nos acréscimos, que eliminaria o Palmeiras ainda no tempo normal. Contudo, a inspiração que não veio com o jogo rolando dificilmente apareceria nos pênaltis. Weverton ainda acumulou mais uma defesa na noite, mas Gustavo Gómez e Moisés erraram suas cobranças. Uma justa eliminação.












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