Derrota para Japão significa que Alemanha não tem margem para erros, diz Flick

Técnico da Alemanha, Hansi Flick, olha o relógio durante partida contra Japão pela Copa do Mundo do Catar

Por Karolos Grohmann

DOHA (Reuters) - A Alemanha está com as costas na parede depois de perder em sua estreia na Copa do Mundo do Catar para o Japão e não pode se dar ao luxo de outro deslize contra a Espanha no domingo se quiser ter alguma chance de avançar, disse o técnico da seleção alemã, Hansi Flick.

Os tetracampeões mundiais sofreram uma derrota de 2 x 1 para os japoneses na quarta-feira, depois de terem liderado por 1 x 0 e desperdiçado várias chances de ampliar.

Os alemães, inexplicavelmente, tiraram o pé do acelerador no segundo tempo e sofreram dois gols no final da partida para sofrer sua terceira derrota consecutiva na estreia de um torneio importante.

"Não temos mais oportunidades para errar", disse Flick em uma conferência de imprensa online nesta quinta-feira.

"Desperdiçamos a primeira. Agora precisamos trabalhar nas coisas e melhorá-las. Agora vamos em frente e precisamos mostrar caráter para manter a chance em nosso último jogo da fase de grupos", acrescentou.

O último jogo da Alemanha é contra a Costa Rica em 1º de dezembro.

"Temos fé na equipe, somos positivos e queremos lidar com esta partida no domingo de forma positiva", afirmou ele.

"É importante processar as derrotas, limpar as cabeças e nos concentrarmos na próxima tarefa. Esse é o nosso objetivo. Levar a equipe a um ponto em que eles tenham a fé."

A Alemanha sofreu sua eliminação mais precoce em uma Copa do Mundo em 80 anos quando caiu na primeira fase da Copa do Mundo de 2018.

Em vez de lançar as bases para uma boa campanha no Catar, a derrota para o Japão coloca os alemães mais uma vez na defensiva e eles enfrentam a Espanha com a ameaça de outra eliminação precoce pairando sobre eles.

"Não fizemos algumas coisas bem em termos de táticas e precisamos melhorar isso", disse Flick. "No futebol é assim. Você tem que apresentar seu melhor desempenho", disse.

"A crítica é justificada."