Depressão e abuso em atletas de alto nível: o fim de um tabu?

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O Comitê de Ética e Esporte da França, associação que tem por objetivo apresentar propostas concretas sobre alguns desvios éticos no esporte, realizou uma pesquisa sobre a incidência da depressão entre atletas de alto nível. Cada vez mais esportistas relatam, muitas vezes depois de se aposentar, as dificuldades psicológicas que enfrentam ou enfrentaram, sendo a depressão uma delas.

Por Farid Achache

A maioria das pessoas os imagina como intocáveis, e não levam em conta a vida tumultuada de um atleta de alto nível, às vezes feita de alegria e conquistas, mas também de aborrecimentos que podem acabar mal, como um piloto de Fórmula 1 que perde os freios no meio da pista.

Uma pesquisa realizada pelo Comitê de Ética e Esporte da França com um painel de 1.200 atletas com 15 anos ou mais, apontou que o fenômeno da depressão cresce cada vez mais. Mais de 80% dos atletas ouvidos ​​já vivenciaram pelo menos uma das seguintes situações: falta de força ou energia, sensação de tristeza, nervosismo, ansiedade e falta de confiança.

Além disso, um alerta: mais da metade dos jovens atletas de 15 a 17 anos (52%) ousaram admitir que não valia a pena viver. Um outro elemento muito marcante foi a sensação de fragilidade e desconforto, muito mais enfatizada pelos homens. E, finalmente, a constatação de que os esportes coletivos geram mais problemas.

Formar atletas para detectar primeiros sinais de depressão

“No momento em que o atleta se sente mal consigo mesmo, ele não tem um bom desempenho, isso é óbvio. Você tem que ser boa física e psicologicamente ”, diz Laure Delisée.


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