Demian admite que foi obrigado a lutar para continuar com sonho de cinturão

Demian Maia teve que aceitar Masvidal - Felipe Castello Branco

Demian Maia vive o seu melhor momento desde que entrou no UFC. Vindo de seis vitórias seguidas, o meio-médio (77 kg) paulista era tido como um dos favoritos a disputar o título que hoje pertence a Tyron Woodley, no entanto, teve que se contentar com mais um desafio complicado diante de Jorge Masvidal no próximo dia 13 de maio, em Dallas (EUA). Não que ele quisesse isso.

Pelo contrário. Sempre que o assunto vem à tona, Demian tenta se esquivar de todas as formas possíveis, mas fica claro que o brasileiro não está confortável com a postura do Ultimate. Um dos atletas convidados para o UFC Fortaleza, o paulista conversou com a Ag. Fight e foi questionado sobre sua mudança de postura, já que antes afirmava que esperaria por uma disputa de cinturão de qualquer forma, mas no fim aceitou o duelo contra o americano.

“Na minha cabeça não mudou nada, mudou na cabeça do UFC, que falou que eu teria que pegar essa luta para poder lutar pelo título. Eu tinha uma opção, que era aceitar a luta se eu quisesse lutar pelo cinturão, e eu aceitei. Quem escolhe quem vai lutar pelo título é o UFC. Então, a partir do momento que o UFC diz que você precisa se manter ativo para lutar pelo título…”, afirmou Demian um pouco contrariado.

O lutador admitiu que existem situações nos bastidores do torneio que ainda não foram expostas. Se reservando ao direito de não precisar expô-las, Demian apenas está seguindo o que lhe foi falado para continuar tendo oportunidades no maior torneio de MMA do mundo.

“Tem coisas que acontecem e que a gente precisa guardar e fazer o que tem que ser feito. Eu não posso falar de tudo o que acontece porque envolvem outras pessoas e envolve tudo que ajudar ou prejudicar a minha carreira”, garantiu.

Sua relação com Dana White, presidente do UFC, também foi questionada. E novamente Demian Maia preferiu não se estender muito no assunto para não prejudicar o próprio futuro dentro do evento.

“Eu prefiro não comentar quanto a isso. Ele continua meu chefe e estou muito dentro do evento ainda para poder comentar essas coisas. Eu ainda sou atleta, vou chegar e fazer meu trabalho. Eu vou lutar”, concluiu.