Deltan Dallagnol elogiou PowerPoint que denunciava Lula: “Tá ficando shou”

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Deltan Dallagnol, fiscal federal que dirige la llamada Operación Autolavado, ofrece una entrevista en Curitiba, Brasil, el jueves 26 de enero de 2017.  (AP Foto/Andre Penner)
Deltan Dallagnol apresentou PowerPoint de acusação contra o ex-presidente Lula quando era coordenador da força-tarefa da Lava Jato (Foto: AP Foto/Andre Penner)

O PowerPoint usado por Deltan Dallagnol, durante a Operação Lava Jato, para denunciar o ex-presidente Lula (PT), virou meme nas rede ssociais na época. No entanto, a produção foi elogiada por Dallagnol quando estava sendo produzido.

É o que relevam as mensagens do grupo de procuradores no Telegram, divulgadas pelo portal Uol. Coordenador da força-tarefa da operação, em 13 de setembro de 2016, Deltan opinou sobre a apresentação.

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“Melhor não usarmos a imagem do Lula, mas um quadrado escrito LULA simplesmente”, argumentou. “Ou uma imagem de pessoa como as demais do gráfico, e embaixo LULA. Tá ficando shou.”

A acusação contra o ex-presidente era que Lula teria recebido o tríplex do Guarujá como forma de pagamento por ter beneficiado empreiteiras. A defesa do petista sempre negou. Em setembro de 2016, a apresentação foi transmitida ao vivo e o PowerPoint virou piada nas redes sociais.

Recentemente, o ministro Ricardo Lewandowski permitiu que a defesa de Lula tivesse acesso às mensagens, expostas por um hacker em 2019. Os diálogos revelados pelo portal UOL foram retirados da perícia de Lula.

Segundo os procuradores que fizeram parte da Lava Jato, o gráfico tinha como objetivo tornar de fácil compreensão “aquilo que a doutrina chama de 'convergência de indícios', explicando aspectos do esquema criminoso essenciais para a compreensão acerca do papel do ex-presidente nos crimes - e esses aspectos estavam todos descritos na denúncia apresentada, sendo reproduzidos a partir dela”.

Os diálogos entre os envolvidos foram revelados inicialmente pelo site The Intercept Brasil. Até hoje a força-tarefa diz não reconhecer a veracidade das conversas via Telegram e reforça que as mensagens foram reveladas por meio de ação criminosa.