Delegado que investiga homicídio de João Pedro estava em ação que matou menino

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João Pedro, 14 anos, brincava em casa quando foi baleado durante operação policial (Foto: Reprodução)
João Pedro, 14 anos, brincava em casa quando foi baleado durante operação policial (Foto: Reprodução)

O delegado Allan Duarte, responsável por investigar o homicídio de João Pedro Matos Pinto, de 14 anos, estava na operação das Polícias Civil e Federal no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, que resultou na morte do jovem. 

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Duarte, que é titular das Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, estava no grupo de policiais que entrou na favela, em maio, dentro de um veículo blindado da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), unidade de operações especiais da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. 

Os agentes  da unidade Mauro José Gonçalves, Maxwell Gomes Pereira e Fernando de Brito Meister são investigados por terem feito disparos na casa onde o João Pedro foi morto.

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As informações foram reveladas pelo também delegado Sérgio Sahione, titular da unidade especial na época da operação, que depôs ao Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). Ontem (17), ele pediu demissão do cargo.

De acordo com o depoimento de Sahione, o delegado Duarte chegou à cena do crime logo após o grupo ter disparado contra à casa, matando João Pedro. Sahione não afirmou se Duarte entrou na casa para examinar o local.

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Duarte não participou do planejamento da ação, segundo Sahione. Porém, ele foi o responsável por fazer o registro de ocorrência do crime, tomando depoimento de testemunhas e dos agentes investigados.

A Defensoria Pública, que representa a família de João Pedro, defende que, como policiais civis são investigados, o inquérito deveria ser conduzido por um órgão independente. 

O adolescente foi morto no dia 18 de maio enquanto brincava com primos e amigos dentro da casa da família. Os cinco jovens presentes dizem que, após um helicóptero sobrevoar o terreno, três agentes invadiram a residência atirando, apesar de eles terem gritado que havia crianças.  A versão dos policiais é a de que criminosos tentaram fugir pulando o muro do imóvel e João foi baleado no confronto.

Os três policiais investigados pelo crime, além de Sahione, eram aguardados nesta quarta-feira (17) no MP-RJ para prestarem novos depoimentos sobre o crime, mas nenhum deles compareceu.

A Polícia Civil alega que Duarte apenas “utilizou a estrutura do blindado da Core para realizar mapeamento de locais de alta incidência de homicídios” na comunidade do Salgueiro no dia da operação. A corporação afirma que, no momento do crime, o delegado estava “em outra localidade” na mesma comunidade e foi até a casa onde aconteceu o fato junto cocm o perícia.

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