Déficit, dívidas, parceria e eleição... os motivos que torram o filme de Leco

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Mandato de Leco no Tricolor termina em dezembro de 2020 (Rubens Chiri/São Paulo)
Mandato de Leco no Tricolor termina em dezembro de 2020 (Rubens Chiri/São Paulo)

Presidente do São Paulo desde outubro de 2015, Leco nunca foi unanimidade no Morumbi. Mas nos quatro anos à frente do clube, o dirigente poucas vezes se viu tão enfraquecido politicamente quanto atualmente. E sobram motivos para a atual situação. A principal delas: a condição financeira do Tricolor.

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Leco pôde conferir sua fragilidade na última reunião do Conselho Deliberativo, realizada na segunda-feira. O déficit de R$ 77 milhões nos primeiros oito meses do ano, como revelou com exclusividade o Blog na semana passada, causou uma chuva de críticas.

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Pior: as dívidas do São Paulo ultrapassaram os R$ 400 milhões e há quem garanta que podem bater R$ 500 milhões até dezembro. Leco e o diretor financeiro, Elias Albarello, foram duramente cobrados por não reduzirem os gastos ao longo do ano.

Um grupo de conselheiros trabalha nos bastidores para a realização de uma reunião extraordinária, para debater exclusivamente as contas do clube.

Leco ainda sofreu outra dura derrota na segunda-feira: o Conselho Deliberativo rejeitou o contrato com a Feng, empresa que cuidaria do programa de sócio-torcedor. Uma cláusula de rescisão de R$ 1,5 milhão estipulada pela Feng foi um dos entraves. O repasse de 15% do valor bruto do lucro também irritou os conselheiros.

Além de tudo isso, Leco também queimou seu filme depois do acordo pelo pagamento de Ricardinho a duas empresas. O meia, contratado em 2002, gerou uma dívida ao Tricolor - na época, era de R$ 5 milhões. Com juros e correção monetária, foi para R$ 35 milhões. O jurídico são-paulino se acertou para bancar R$ 30 milhões, em 36 parcelas.

E é aí que mora o problema: os pagamentos só começarão a ser feitos a partir de março do ano que vem, fazendo com que ele pague só dez prestações, deixando para seu sucessor outras 26. Vale lembrar que o valor acordado é de R$ 685 mil para as primeiras 26 parcelas e de R$ 514 mil nas dez parcelas finais.

O moral do presidente anda tão baixo que até possíveis candidatos à presidência pela situação parecem tentar se descolar dele. A impressão interna é de que aquele que for indicado por Leco terá enorme dificuldade de se eleger no pleito marcado para o fim do ano que vem.

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