Defesa pede à Justiça que Queiroz cumpra prisão domiciliar

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Queiroz foi preso em Atibaia, no interior de São Paulo, em um imóvel do advogado Frederick Wassef. (Foto: Nelson Almeida / AFP via Getty Images)
Queiroz foi preso em Atibaia, no interior de São Paulo, em um imóvel do advogado Frederick Wassef. (Foto: Nelson Almeida / AFP via Getty Images)

A defesa de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro e amigo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), entregou à Justiça do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (19), um habeas corpus pedindo que a prisão preventiva – por tempo indeterminado – seja substituída por prisão domiciliar.

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“Requer-se a concessão de liminar para determinar a imediata substituição da prisão preventiva decretada contra o paciente por prisão domiciliar”, escreveu o advogado de Queiroz, Paulo Emílio Catta Preta.

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Para embasar o pedido, defensor alegou no requerimento que Queiroz é “portador de câncer no cólon e recentemente se submeteu à cirurgia de próstata”, elencando ainda o “atual estágio da pandemia no novo coronavírus”. Desde quinta, o ex-assessor de Flávio está preso em uma cela de 6 metros quadrados em Bangu, no Rio.

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“Não há dúvidas da urgência no pedido que justifica a concessão da liminar, sob pena do paciente ter agravamento de sua saúde, colocando em perigo sua vida, conforme se extrai dos laudos médicos acostados à presente impetração”, alegou o advogado.

Queiroz foi preso na quinta-feira (18) em Atibaia, no interior de São Paulo, em um imóvel do advogado Frederick Wassef, responsável pelas defesas de Flávio e do presidente Bolsonaro.

Wassef é figura constante no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, e em eventos no Palácio do Planalto. Tanto Wassef como a família Bolsonaro afirmavam que não tinham contato com Queiroz desde que o caso veio à tona, no final de 2018.

CASO QUEIROZ

Policial Militar aposentado, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada "atípica", de acordo com relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf). Ele trabalhou para o filho do presidente Jair Bolsonaro antes de Flávio tomar posse como senador, durante o mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro.

Além do volume movimentado, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo em datas próximas do pagamento de servidores da Alerj

Figura polêmica, Queiroz foi assessor e motorista de Flavio Bolsonaro até o fim de 2018, quando acabou exonerado. A investigação do MP-RJ que apura as irregularidades de Queiroz na Alerj chegou a ser suspensa depois da decisão de Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da defesa de Flavio Bolsonaro em 2019.

Embora estivesse empregado no gabinete de Flávio entre 2007 e 2018, a origem da relação de Queiroz com a família Bolsonaro é o presidente da República. Os dois se conhecem desde 1984 e pescavam juntos em Angra dos Reis.

O PM aposentado também depositou R$ 24 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro em 2016. O presidente afirma se tratar de parte da quitação de um empréstimo de R$ 40 mil.

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