Defesa de Bruno afirma que ex-goleiro é sustentado pela esposa e contesta indenização a filho com Eliza Samúdio

Bruno foi preso em 2010 e, atualmente, cumpre pena em regime aberto (Cristiane Mattos/AFP)

A defesa do ex-goleiro Bruno, condenado por homicídio triplamente qualificado de Eliza Samúdio e sequestro e cárcere privado de seu filho com a vítima do assassinato, contestou a indenização de R$ 650 mil determinada pela Justiça de Mato Grosso do Sul ao seu filho Bruninho. De acordo com seu advogado, o ex-atleta está sem emprego fixo, é sustentado pela atual esposa Ingrid Calheiros e não teria condições de pagar o que lhe foi oficialmente prescrito.

- As alegações do Bruno são de que a situação financeira é muito diferente daquela que existia antes dos fatos que levaram ele à prisão, então a situação dele hoje é completamente diferente. Ele perdeu patrimônio devido a toda essa situação - disse o advogado Wilton Edgar Acosta, defesa do ex-atleta, em entrevista concedida ao G1.

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Em fevereiro do ano passado, Bruno abriu uma loja de açaí em São Pedro da Aldeia, município do Rio de Janeiro, na qual ele atendia os clientes. No entanto, por dificuldades financeiras, o estabelecimento foi fechado. De acordo com a defesa, parte parte dos R$ 100 mil da venda foram utilizados para o pagamento de pensões atrasadas para Bruninho.

Aos 38 anos, Bruno ainda pensa em voltar a atuar como jogador de futebol, atividade que o colocou em evidência no Brasil no Atlético-MG, em 2004, mas que o consolidou no Flamengo, de 2006 a 2010.

- A atual esposa dele está mantendo a família, o sustento da família. Por enquanto, ele tem se sustentado com isso, com a ajuda dela, mas ele está buscando trabalho, ele tem uma profissão, ele quer exercer a atividade de jogador de futebol e nessa área ele está buscando trabalho - comentou Acosta.

A partir do momento em que começou a cumprir regime semiaberto, em 2017, ele tentou voltar aos gramados, mas não conseguiu se manter nos clubes que passou, como Boa Esporte-MG, Poço de Caldas e Rio Branco-AC.

Em novembro de 2021, o "Extra" publicou que Bruno devia cerca de R$ 3 milhões de pensão alimentícia ao seu filho. Na época, ele havia comprado um Kia Sorento 2013, avaliado em R$ 80 mil.

Bruninho foi reconhecido legalmente como filho do ex-goleiro em julho de 2012, quando já cumpria pena na cadeia. O ex-atleta não reconhecia a paternidade do menino.

O filho de Bruno com Eliza Samúdio mora com a sua avó Sônia Moura, mãe da vítima assassinada em 2010. Apesar de ter esperanças de encontrar o corpo de sua filha, o caso prescreveu.