Defensores participam de 34,3% dos gols do Fluminense e são decisivos

Luiza Sá
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É verdade que o ataque do Fluminense voltou a encontrar melhores dias após a saída de Evanilson e se fez mais presente nas últimas partidas. No entanto, os defensores também se mostram cada vez mais importantes para a equipe de Odair Hellmann e representam 34,3% dos 67 gols marcados pelo Tricolor nesta temporada. Uma assistência de Igor Julião e os gols de Luccas Claro e Nino garantiram a vitória do Flu contra o Santos por 3 a 1, neste domingo, no Campeonato Brasileiro, e o G4 da competição.

Em termos de comparação, os atacantes do Flu foram responsáveis por 18 gols e 15 assistências, ou seja, 49,2%, contra 11 gols e 12 assistências de jogadores defensivos. Isso sem contar, claro, com os dados de Evanilson e Gilberto, ambos já fora do elenco e atuando no futebol português. Assim, a artilharia da equipe no ano tem Nenê, com 19 gols, Marcos Paulo, com seis, e Luccas Claro com cinco.

QUANDO SAEM OS GOLS

Os momentos em que os atletas de trás aparecem não são com partidas ganhas. Com relação a Luccas Claro, contra o Bangu, na goleada por 5 a 1, ele abriu o placar e marcou o gol que desempatou o confronto dando início à goleada. Depois, Luccas marcou o primeiro do Flu no clássico com o Flamengo no momento em que já estava 3 a 0, mas após isso o Tricolor se empolgou e chegou a balançar a rede mais uma vez. O zagueiro ainda voltou a fazer um gol no que foi a derrota por 3 a 1 para o Atlético-GO, mas naquele momento representava o empate da equipe carioca. Contra o Santos, ele abriu a contagem.

Já Digão marcou pela primeira vez no ano nos acréscimos do clássico com o Flamengo no Brasileirão, mas àquela altura o Rubro-Negro já vencia por 2 a 1. Depois, quando o Flu venceu por 4 a 2 o Goiás, foi ele quem fechou a contagem e freou qualquer reação adversária. No caso de Nino, ele fez o terceiro gol no passeio do Fluminense para cima do Coritiba por 4 a 0 com passe de Matheus Ferraz (que ainda não marcou), além de recolocar o Tricolor na frente do Santos neste domingo.

Entre os laterais, Danilo Barcelos foi o responsável pelo gol de empate contra o Ceará nos últimos minutos e também pela assistência para Luiz Henrique no mesmo jogo da 17ª rodada. Seu concorrente, Egídio, tem seis passes para gol nesta temporada, enquanto Igor Julião deu três (inclusive para o gol de Nino contra o Santos). Vale destacar que o goleiro Marcos Felipe também tem uma assistência. Ele deu o passe para Wellington Silva abrir o placar na derrota para o São Paulo.

Os gols somam-se ao bom desempenho defensivo, onde são mais exigidos. Na zaga, a disputa principalmente entre Luccas Claro, Nino e Digão é feita em alto nível, com substituições realizadas normalmente por situações de lesão e suspensão. Nas laterais, Danilo Barcelos se consolidou na vaga do contestado Egídio e vem bem. Na direita, Igor Julião tomou a vaga de Calegari e, apesar de não ser acima da média, fez algumas boas partidas.

- Gol eu comemoro muito independente da função do jogador, mas é uma fase do jogo que somos fortes. Já criamos outras situações com bola rolando também. Estamos aproveitando bem e vamos trabalhar para continuar fazendo gols na bola parada - disse Odair Hellmann após a partida.

O Fluminense encara o Fortaleza na última rodada do primeiro turno do Brasileirão. A partida, fora de casa, será no próximo sábado, às 21h.