Defensora do direito das mulheres mostra preocupação quanto a confrontos entre mulheres trans e cisgênero

Fallon Fox e Alana McLaughlin enfrentaram mulheres cisgênero no MMA (Foto: Divulgação)


Uma reportagem veiculada no "Fantástico", da TV Globo, no último domingo, mostrou a história da norte-americana Alana McLaughlin, lutadora transgênero que se tornou, em setembro do ano passado, a segunda do mundo a lutar MMA contra uma mulher cisgênero.

A primeira foi a sua compatriota Fallon Fox, que entre 2012 e 2014 fez seis combates profissionais, vencendo cinco e perdendo apenas um. O assunto sempre gera debate, independentemente do esporte. Porém, nas modalidades de luta, como força e resistência são fatores de desequilíbrio, o tema é ainda mais polêmico.

Defensora do direito das mulheres, a juíza aposentada Maria Consentino vê com temor os confrontos entre mulheres trans e cis, principalmente em ringues de boxe ou cages de MMA.

"A minha área não é de saúde, nem de ciência, mas a gente sabe que biologicamente o homem tem mais força que a mulher. O sexo que você nasce é biológico. Imagina-se que pessoas que nascem homens obviamente são mais fortes do que as que nascem mulheres. Isso é da natureza, em qualquer espécie", atenta Maria Constantino.

"No Brasil, de acordo com decisões do STF, gênero é um conceito social, portanto você não precisa de cirurgia para ser trans, basta declarar no cartório. Portanto, permitir uma luta entre muheres trans e cis abre um precedente perigoso", complementa.

Para a especialista em direito, o mais prudente seria a criação de uma categoria específica para atletas transgênero, não apenas na luta, mas nos esportes em geral.

"Cada vez mais as pessoas estão se conhecendo, entendendo que existe a possibilidade de não se identificar com o gênero que nasceu, então acredito que uma categoria própria é a melhor saída nesse caso", projeta.

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