Decisões radicais sobre os Jogos de Tóquio-2020 "não são necessárias", afirma COI

AFP
O presidente do Comitê de Coordenação de Tóquio, John Coates, e o presidente de Tóquio-2020, Yoshiro Mori, durante entrevista coletiva em 14 de fevereiro na capital japonesa
O presidente do Comitê de Coordenação de Tóquio, John Coates, e o presidente de Tóquio-2020, Yoshiro Mori, durante entrevista coletiva em 14 de fevereiro na capital japonesa

Em plena crise do coronavírus, "não é necessário tomar decisões radicais", afirmou nesta terça-feira (17) o Comitê Olímpico Internacional (COI), a pouco mais de quatro meses da abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.

O COI, que reuniu por telefone nesta terça sua comissão executiva, segue "plenamente engajada" com os Jogos de Tóquio (24 de julho-9 de agosto) e garantiu em comunicado que "toda especulação neste estágio seria contraproducente", referindo-se a um possível adiamento ou cancelamento do evento.

Assim, no mesmo momento em que a Uefa e a Conmebol anunciaram o adiamento para o ano que vem de suas duas principais competições, a Eurocopa e a Copa América, respectivamente, o COI prefere esperar para tomar uma decisão, apesar do ceticismo crescente no Japão e do apelo de diversos atletas para a suspensão dos Jogos.

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O COI afirmou novamente estar "confiante que as numerosas medidas tomadas pelas autoridades no mundo todo ajudarão a conter a situação em relação ao vírus do Covid-19".

A entidade comemorou o apoio recebido de dirigentes do G7, citando em seu comunicado o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que deseja que os Jogos Olímpicos se desenvolvam "à perfeição, como prova que a humanidade terá conseguido vencer o novo coronavírus".

O COI "incentiva todos os atletas a continuarem se preparando" para os Jogos "da melhor maneira possível".

E, para responder às incertezas das federações internacionais em relação às competições classificatórias que precisaram ser adiadas, o COI fará uma nova reunião por telefone nesta terça-feira.

Somente 57% dos cerca de 11.000 atletas que devem disputar os Jogos de Tóquio já garantiram classificação para o evento, explicou a entidade.

Para os outros 43% dos atletas, o COI afirmou que trabalhará em conjunto com as federações internacionais para oferecer "modificações práticas necessárias para seus respectivos sistemas de classificação".

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