Reinício do Campeonato Argentino é suspenso devido a greve de jogadores

Buenos Aires, 3 mar (EFE).- As duas partidas com as quais o Campeonato Argentino seria reiniciado nesta sexta-feira foram adiadas, sem data para acontecerem, devido à greve dos jogadores, que reivindicam o pagamento de dívidas, segundo informações divulgadas pela Associação do Futebol Argentino (AFA).

A competição, interrompida no dia 20 de dezembro, seria retomada há duas semanas, mas a bola não rolou por falta de dinheiro e por problemas com os direitos de transmissão das partidas pela televisão. O reinício então foi remarcado para hoje com dois jogos, entre Rosario Central e Godoy Cruz e entre San Lorenzo e Belgrano.

No entanto, há uma semana, o sindicato dos jogadores (FAA) anunciou a greve até que a Associação do Futebol Argentina (AFA) deposite o dinheiro necessário para que as dívidas com os atletas sejam quitadas.

O Ministério do Trabalho abriu ontem um prazo de diálogo de 15 dias para solucionar o conflito e para tentar destravar a situação. Na manhã desta sexta-feira, estavam pautadas duas reuniões.

Houve um encontro entre o ministro do Trabalho, Jorge Triaca, o secretário-geral do FAA, Sergio Marchi, e membros da Comissão Normalizadora da AFA. Além disso, capitães e dirigentes dos clubes estavam convocados para outra congregação na sede da associação, mas esta não aconteceu.

O presidente do Defensores de Belgrano, da segunda divisão, Marcelo Achile, declarou em entrevista coletiva que os capitães das equipes não se apresentaram porque o sindicato lhes disse que na reunião não seriam encontrada soluções.

"O capitão da equipe solidariamente acompanha toda a situação do sindicato. Os jogadores estão identificados com o clube, não querem prejudicar nem nada, mas não querem sentir que não acompanham a medida de força do sindicato", disse Achile.

Os clubes da segunda divisão afirmaram nesta sexta, em comunicado conjunto, que a competição será reiniciada na próxima semana e que serão utilizados atletas da base caso a greve continue. EFE