De Roger Machado a Sampaoli. Atlético acumula negativas desde outubro

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Roger Machado treinou o Atlético em 2017 e a diretoria tentou seu retorno em outubro (Thomás Santos/AGIF)
Roger Machado treinou o Atlético em 2017 e a diretoria tentou seu retorno em outubro (Thomás Santos/AGIF)

Quando decidiu pela demissão de Rodrigo Santana, na primeira quinzena de outubro, a diretoria do Atlético-MG tinha em mente que era o momento de acertar com um nome já pensando na temporada 2020. Não foi possível, após algumas negativas. Foi então que Vagner Mancini entrou em cena, para comandar o time nas 13 rodadas finais do Campeonato Brasileiro e evitar o rebaixamento, mas já ciente de que não seguiria na Cidade do Galo no ano que vem, independentemente dos resultados.

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Assim, desde outubro, o Atlético já acumula algumas negativas. O nome de consenso entre os dirigentes naquele momento era o de Thiago Nunes, então no Athletico-PR. O treinador campeão da Copa do Brasil de 2019 e da Copa Sul-Americana do ano anterior recusou novamente uma oferta alvinegra, tal como aconteceu no primeiro semestre, após a queda de Levir Culpi, no começo de abril.

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Antes do acerto com Mancini, o Atlético tentou sem sucesso o retorno de Roger Machado, técnico que comandou o Galo durante sete meses em 2017 e conquistou o Campeonato Mineiro. Bem no Bahia e com contrato até o fim de 2020, Machado também rejeitou o convite atleticano, deixando claro que seguirá em Salvador na próxima temporada.

Já com Mancini contratado, a diretoria do Atlético seguiu em busca de um treinador para a próxima temporada. A iminente queda de Fábio Carille no Corinthians, nome já tentado pelo clube em outro momento, o fez tornar a bola da vez na Cidade do Galo. No entanto, o esperado acerto não aconteceu. Carille tem a prioridade de trabalhar fora do Brasil, como informou o UOL Esporte, além de o Atlético definir por um estilo de jogo ofensivo. O clube quer um treinador capaz de montar a equipe que jogue para frente, algo que Carille não conseguiu na passagem pelo Corinthians.

Foi então que dois nomes entraram na pauta alvinegra. Rogério Ceni e Jorge Sampaoli. O Atlético fez investidas, com apoio de seu grande parceiro, o Banco BMG. Mas as tentativas foram em vão. Ceni renovou com o Fortaleza, recusando a segunda oferta do Galo em 2019, e Sampaoli pediu um valor totalmente fora da realidade atleticana. O treinador argentino quer receber mais de R$ 20 milhões por ano, livre de impostos.

Rodrigo Santana caiu em 13 de outubro. Já são quase 70 dias em busca de um treinador para 2020. Em alguns casos, como de Sampaoli, a sensação foi de tempo perdido. O fato é que agora, restando poucos dias o término de 2019, a diretoria corre contra o relógio para acertar com algum técnico. E a grande dúvida do momento é: ser criativo e bancar alguém que está fora do radar ou apostar novamente no mais do mesmo?

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