Darlan Romani destaca novo ciclo olímpico após título mundial: 'Sede aumentou'

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Darlan Romani comemora o título do Mundial Indoor, conquistado em Belgrado, na Sérvia (Foto: Nikola Krstic/MB Media/Getty Images)
Darlan Romani comemora o título do Mundial Indoor, conquistado em Belgrado, na Sérvia (Foto: Nikola Krstic/MB Media/Getty Images)

Há pouco menos de dois anos para a realização das Olimpíadas de Paris, o Brasil vem mostrando uma nova safra de atletas. Bons resultados em competições indoor, mundiais, vem ascendendo diversos nomes na natação, no atletismo, ginástica artística, entre outros.

No atletismo, Darlan Romani é o nome da vez. Após o quarto lugar nas Olimpíadas, ele foi campeão mundial no arremesso de peso no início de 2022. Romani falou exclusivamente para o Yahoo Esportes sobre novos desafios, futuro, carreira, conquistas e as expectativas no esporte olímpico brasileiro.

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Você conquistou o título mundial recentemente, como foi a sua preparação?

Ela foi feita especificamente para a disputa do Mundial. Diferente de outros anos do Mundial Indoor, em que eu acabei nunca me preparando para competir, nesse ano a gente decidiu que ia e tivemos esse bom resultado. A preparação não foi igual aos outros anos, uma preparação mais curta, porém foi uma preparação muito intensa e positiva.

Na Olimpíada por pouco não saiu a sonhada medalha. Há uma diferença na preparação para uma Olimpíadas e para um Mundial?

Sim. A Olimpíada a gente se prepara durante quatro anos, ou seja, um ciclo completo. O Mundial a gente se prepara todo ano para competir o que são competições preparatórias, mas no fim são competições iguais que a gente dá o mesmo valor, a mesma atenção. É claro, uma Olimpíada tem toda uma energia completamente diferente. A preparação é muito parecida, só que você faz com o foco lá na frente.

Na última edição olímpica, vários atletas tiveram dificuldades para conquistar recursos para disputar a competição. Como você avalia a questão da captação?

Difícil responder, já que cada modalidade tem sua peculiaridade. É onde as pessoas têm desejo de investir mais, investir menos e isso não vem de nós. O investimento bolsa-atleta, bolsa-olímpica, bolsa-pódio é igual para todos os atletas. Cada um tem a diferença de ser um clube, uma equipe, ou seja, cada um tem sua particularidade.

Qual tem sido o maior desafio? O maior rival é o americano ou tem alguns outros nomes que você avalia como competitivos, fortes?

São os dois americanos, o neozelandês. Agora tem o italiano que vem competindo muito bem.

Qual tem sido o maior desafio dos atletas olímpicos?

Para mim esse ano está melhor. O treinador está do meu lado, com isso, conseguimos ter bons resultados e seguimos em frente busca de melhores resultados ainda

Através de uma vaquinha digital, você conseguiu algum recurso e que parte foi destinada a programas sociais. Como avalia a questão do incentivo, patrocinadores, o projeto de formação de novos atletas?

Então, hoje nós temos novas direções coordenando os esportes, eles têm feito algumas mudanças. A gente tem que aguardar um pouquinho, por que eles acabaram de assumir para ver qual será a diferença daqui para frente

Quais são as expectativas para o futuro? Tem visto algum jovem atleta que pode surpreender, ainda desconhecido do grande público?

Tem grandes atletas sim, com certeza. Agora dar nomes é algo muito difícil. A expectativa para o futuro é continuar melhorando cada dia mais, porque a sede aumentou mais ainda após essa medalha.

Como você vê estrutura de treinamento, condições de trabalho e recursos financeiros através de patrocinadores?

Cada um tem sua particularidade, individualidade. Os patrocinadores hoje olham com olhos diferentes para a nossa prova, olhos diferentes para o atletismo. Isso é muito bom, muito gratificante para nós, como atletas, e tem vindo nos apoiar, tem buscado, quando nos apresentam, as pessoas têm interesse. Isso é muito bom para nós.

Clubes como Minas e Pinheiros sempre foram exemplos na formação de novos atletas. Como você analisa esse quadro? São poucos clubes que fazem esse papel?

Estamos falando de dois grandes clubes do Brasil. Eles têm condições de manter um atleta por um bom tempo aguardando a preparação dele porque o atleta não se faz do dia para noite, e sim, em anos. Por exemplo: na minha prova, há 12 anos eu treino com um mesmo treinador. Meu treinador é cubano, você vai acumulando treinamento para você conseguir um bom resultado, diferente de outros esportes que você fez alguma jogada, algo diferente e logo já está em um grande time. É diferente. Então o Minas e Pinheiros são grandes clubes que têm a possibilidade de dar um prazo maior para que os atletas se preparem para conseguir grandes resultados.

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