Danilo defende mudanças no futebol e critica UEFA: 'Não foi agradável ser ameaçado'

Lucas Humberto
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A Superliga Europeia implodiu em tempo recorde, mas deixou algumas marcas significativas no futebol. Além de ter demonstrado poder dos torcedores, ressaltou que mudanças serão necessárias na modalidade. Essa é a defesa de Danilo, lateral-direito da Seleção Brasileira e Juventus.

"Eu penso que, se os 12 clubes aceitaram este novo projeto, é porque viram que são necessárias algumas mudanças no futebol. Não sei se este projeto teria sido o melhor, mas agora devemos falar todos sobre algumas mudanças para salvar o futebol, porque a Covid-19 teve impacto em todas as áreas da vida, e também no futebol", enfatizou em entrevista à Sky Sports.

Danilo em ação pela Juventus. | Stefano Guidi/Getty Images
Danilo em ação pela Juventus. | Stefano Guidi/Getty Images

A Velha Senhora estava entre os clubes fundadores do projeto, sendo que Andrea Agnelli, presidente do clube, se posicionou à frente do conceito. Na conversa, Danilo destacou a colocação do presidente: "O presidente já falou anteriormente, já nos disse para estarmos tranquilos, que ele queria fazer algo de bom para o futebol, para todos nós. Mas nós, os jogadores, já temos tanta coisa em que pensar, com os jogos, os treinos, não nos podemos permitir gastar energias com uma Superliga que não foi para a frente."

O jogador também analisou a maneira como a Uefa se comportou diante da Superliga: "Eu penso que se a Uefa se preocupasse tanto com os jogadores não nos faria viajar tanto em meio de uma pandemia, não nos faria jogar tantos jogos num ano tão difícil. Posso dizer que, para mim como jogador, não foi agradável ser ameaçado pela Uefa e pela Fifa".