Daniel Cargnin conquista medalha de bronze no judô

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Daniel Cargnin comemora depois de conquistar o bronze em Tóquio contra Baruch Shmailov. Foto: Franck Fife/AFP via Getty Images
Daniel Cargnin comemora depois de conquistar o bronze em Tóquio contra Baruch Shmailov. Foto: Franck Fife/AFP via Getty Images

O Brasil tem a sua segunda medalha nas Olimpíadas de Tóquio! Daniel Cargnin conseguiu a medalha de bronze no judô, categoria até 66 kg, após bater o israelense Baruch Shmailov na decisão da parte de cima da tabela. Ele ganhou com um Waza-ari e a luta ainda foi marcada por uma interrupção por sangue saindo do nariz do brasileiro.

As disputas do judô aconteceram neste domingo (25). no Nippon Budokan, construído para sediar o esporte nos Jogos de 1964 e renovado para a edição de 2020. 

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No caminho, Daniel bateu o egípcio Mohamed Abdelmawgoud por ippon, o moldávio Denis Vieru por wazari e o italiano Manuel Lombardo - líder do ranking mundial - por wazari. Na semifinal, ele perdeu para o bicampeão mundial Hifumi Abe por ippon.

A medalha de Cargnin é a 23ª do judô brasileiro na história das Olimpíadas - 4 ouros, 3 pratas e 16 bronzes.

A primeira medalha brasileira também veio neste domingo. Mais cedo na madrugada deste domingo, Kelvin Hoefler conquistou a prata no skate street.  

Daniel Cargnin lutando pelo bronze em Tóquio contra Baruch Shmailov. Foto: Franck Fife/AFP via Getty Images
Daniel Cargnin lutando pelo bronze em Tóquio contra Baruch Shmailov. Foto: Franck Fife/AFP via Getty Images

O início

O garoto treinava nas escolinhas do Grêmio, em Porto Alegre, como lateral direito. Conciliar os estudos com a prática de dois esportes se tornou cansativo, e ele tinha de tomar uma decisão e recebeu uma pergunta de sua mãe.

"Ela perguntou se eu queria futebol ou judô, mas ressaltou que, se escolhesse o judô, seria mais interessante ir para um clube como a Sogipa, um lugar com mais experiência nessa área. Foi quando tomei a decisão", lembra o judoca, que faz parte da equipe da capital gaúcha desde então.

Orgulhar a mãe

Na volta ao Brasil, o judoca nascido em Porto Alegre e criado em Canoas quer perceber ter orgulhado a mãe, Ana Rita.

"Conversamos bastante, mas ela nunca foi muito de demonstrar essas coisas [orgulho]. Sei que ela não vai tocar muito neste assunto [as Olimpíadas] até eu voltar por não querer que eu me acomode. Sei que vai esperar eu voltar para não me incomodar", disse.

Daniel Cargnin conquistou a segunda medalha do Brasil em Tóquio (FRANCK FIFE/AFP via Getty Images)
Daniel Cargnin conquistou a segunda medalha do Brasil em Tóquio (FRANCK FIFE/AFP via Getty Images)

A Covid-19

Ele passou boa parte da preparação traçando a estratégia para ser um dos cabeças de chave, o que em tese lhe daria um caminho mais tranquilo até as fases decisivas. A Covid-19 não permitiu.

Daniel teve um exame positivo para o vírus no final de maio deste ano e não embarcou para Budapeste, onde participaria do Mundial. Havia até passado um período de treinamentos na Rússia por causa do torneio que poderia lhe dar os pontos para ser um dos melhores classificados antes da decisão dos cruzamentos em Tóquio.

"Eu não sentia cheiro de muitas coisas. Passava perfume no braço e não sentia nada. Resolvi fazer o teste, e deu positivo. Foi o único sintoma que tive. Antes da pandemia, eu seria o sexto cabeça de chave, mas não ir para o Mundial me atrapalhou. Paciência, a medalha vai ter de vir de qualquer jeito, sem escolher adversário", afirma.

* Com informações da Folhapress

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