Daniel Cargnin celebra medalha em Tóquio e já projeta Mundial: “Quero medalha"

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Daniel Cargnin comemora a medalha conquistada nas Olimpíadas de Tóquio (Foto: FRANCK FIFE/AFP via Getty Images)
Daniel Cargnin comemora a medalha conquistada nas Olimpíadas de Tóquio (Foto: FRANCK FIFE/AFP via Getty Images)

Guilherme Faber (@fabergui) e Matheus Brum (@matheustbrum)

Porto-alegrense, 23 anos de idade, vinculado à Sogipa (Sociedade de Ginástica de Porto Alegre) e 3º SGT da Marinha do Brasil, o judoca Daniel Cargnin fez história com sua participação nas Olimpíadas de Tóquio na categoria peso meio-leve com a conquista da medalha de bronze. Cargnin chegou aos Jogos preparado graças a sua experiência em outros campeonatos.

“Com Certeza. Grand Slam e a prata no Pan de Lima foram importantes, mas a Olimpíada é o melhor momento do atleta. A Olimpíada é uma competição diferente, todos os atletas se preparam e é muito difícil encontrar algum atleta mal preparado. Tem um sentimento diferente e era um sonho”, admitiu em entrevista exclusiva para o Yahoo Esportes.

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Anteriormente, o gaúcho já deu sinal daquilo que poderia alcançar como profissional enquanto atuava por torneios de base. Na temporada de 2015 no Mundial júnior, em Abu Dhabi, atingiu terceiro lugar e já no ano de 2017, pela mesma categoria e nível de competição, tornou-se campeão em Zagreb, capital da Croácia. Quanto ao âmbito Pan-Americano e na categoria adulto faturou em Lima a medalha de prata no ano de 2019.

Daniel literalmente travou uma batalha para manter a tradição do judô brasileiro e voltar com a medalha na bagagem. Eliminado na semifinal diante do japonês Hifumi Abe, Cargnin foi para decisão do terceiro lugar frente ao israelense Baruch Schmailov. Na luta, Cargnin se lesionou. Um corte no nariz interrompeu a luta.

"Ali é complicado e foi um tempo que tive para pensar mais. Lembro que olhei para o placar, vi o tempo que tinha e nesse tempo lembrei-me dos treinos que o meu técnico me falou: 'Não. Hoje o treino é para o Daniel não cair’. Não importa se não derrubar'. Ali criei uma estratégia rápida que não podia cair e não tomar punições ao mesmo tempo", complementou o judoca que, depois da lesão, aplicou um wazari e conquistou o bronze.

Contratempo

Se não bastasse a série de medidas impostas pela pandemia, Daniel chegou a testar positivo para Covid-19 e, consequentemente, ficou ausente do Mundial de 2021, em Budapeste, capital da Hungria. Para amenizar os efeitos da não participação na competição, cumpriu o período de isolamento junto com os pais.

“Foi complicado. Era a última competição pré-olímpica e é o momento que nós se testamos. Foi difícil. O meu pai e minha mãe foram as pessoas que me ajudaram, falaram pequenas coisas, mas que no final fizeram diferença”, recordou.

Metas

Passado pouco mais de um mês da conquista olímpica, o judoca está voltando aos treinos e começa a planejar o retorno às competições. “É uma preparação de uma vida toda. Estamos vendo se volto no final do ano ou espero virar o ano. Sabemos que atleta de alto rendimento não pode estar mais ou menos. Tenho que voltar 100% nas competições. Nos treinos já voltei”, contou Daniel

Como o ciclo olímpico para Paris é mais curto, apenas três anos, Cargnin quer escolher as competições que irá disputar para chegar bem na França em 2024. “Tenho objetivo de medalha no Mundial [que acontecerá em 2023, também em Paris] e me preparar bem para se Deus quiser conseguir uma medalha em Paris e quem sabe mudar a cor dela”, concluiu o judoca.

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