Cuca decide voltar a trabalhar e vira fantasma para Eduardo Baptista

Treinador está parado desde a conquista do título do Brasileirão (Fernando Dantas/Gazeta Prass)

Depois de quase cinco meses, Cuca e seus dois auxiliares decidiram colocar fim ao período de descanso e estão dispostos a ouvir propostas de trabalho no futebol brasileiro. A notícia já chegou aos ouvidos do presidente palmeirense Maurício Galiotte, que tem sido pressionado a demitir Eduardo Baptista depois da eliminação diante da Ponte Preta, no Paulistão.

Procurado pelo Blog, Cuca não negou, nem confirmou sua decisão de retornar ao mercado. “Prefiro não comentar o assunto”, disse o treinador, que aproveita seus últimos dias de “férias” mergulhado no futebol, como na hora do bate-papo com este blogueiro. “Estou aqui na Arena da Baixada para ver o jogo do Atlético-PR com o Flamengo ao lado da minha esposa”, respondeu.

Cuca deixou o Palmeiras depois do título do Brasileirão, em dezembro do ano passado, assegurando que precisava de um tempo para cuidar de um problema de saúde com sua mulher, que já está superado. A renovação do contrato com o Verdão também não ocorreu por causa de alguns conflitos internos entre o treinador e o elenco.

Auxiliar de Cuca há 14 anos, Eudes Pedro admite que o período sabático do trio está perto do fim – Cuquinha, irmão de Cuca, é o outro membro da comissão técnica fixa. “Vai acontecer de ele voltar já já, de forma natural, até porque infelizmente não se dá tempo para os técnicos brasileiros trabalharem. Os estaduais acabam e os clubes que não conseguem resultado decidem mudar tudo”, avalia Eudes.

Nem Eudes, tampouco Cuca, aceitaram falar sobre a possibilidade de substituir Eduardo Baptista, até por respeito ao colega de profissão, que segue empregado.

Porém, o comandante palmeirense parece sentir a possibilidade de demissão, conforme demonstrou no desabafo feito durante a entrevista coletiva após a vitória por 3 a 2 sobre o Peñarol, na noite desta quarta-feira, no Uruguai. Caso tivesse sido derrotado, Eduardo correria sério risco de demissão.

Além da falta de resultados, há contestação ao trabalho do treinador por causa de supostos problemas de ambiente, com Roger Guedes, Borja, entre outros. “Discussão é algo absolutamente normal e tem em qualquer clube. Mas não tem mimimi, não tem briga, não tem porra nenhuma! Pode falar o que for, pode criticar o que for. Se a gente não se une, o pau come ali dentro”, esbravejou Eduardo, referindo-se à confusão após o jogo com o Peñarol.

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