Cuca aposta em Abel Ferreira campeão, mas não nesta Libertadores

BRUNO RODRIGUES E DIEGO GARCIA
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***ARQUIVO***SANTOS, SP, 21.09.2018 - O técnico Cuca após o treino do Santos no CT Rei Pelé, em Santos (SP). (Foto: Rafael Hupsel/Folhapress) ORG XMIT: AGEN1809212105406275
***ARQUIVO***SANTOS, SP, 21.09.2018 - O técnico Cuca após o treino do Santos no CT Rei Pelé, em Santos (SP). (Foto: Rafael Hupsel/Folhapress) ORG XMIT: AGEN1809212105406275

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Campeão da Copa Libertadores em 2013 pelo Atlético-MG, o técnico Cuca, 57, aposta em suas superstições para levantar o segundo troféu da competição na carreira, desta vez pelo Santos.

Ele terá pela frente o Palmeiras, do português Abel Ferreira, 42, que é 15 anos mais jovem e ainda não foi campeão como treinador. O que não é uma desvantagem, segundo o brasileiro.

Cuca espera, inclusive, que o adversário vai conquistar muitas taças como técnico, mas apenas a partir de domingo (31), depois da decisão da Libertadores marcada para este sábado (30).

"Eu tenho 57 anos e o Abel tem 42 anos, e isso não é vantagem. 'Ahh, o Abel não tem títulos'. Mas vai ter! Pode ter certeza, porque é ótimo treinador. Seguirá no caminho das conquistas, mas tomara que venha só depois de domingo. Que mais para frente ele tenha um monte de títulos", disse o santista.

O português começou a carreira como técnico em 2011, ao assumir as categorias de base do Sporting (POR). Depois, treinou o time B até chegar ao Braga (POR), clube pelo qual fez grande campanha na temporada 2017/18. Também treinou o grego PAOK antes de chegar ao Palmeiras. Em nenhum dos clubes levantou troféus, mas está em duas finais: a da Libertadores e a da Copa do Brasil.

Quinze anos mais velho, Cuca tem uma carreira com conquistas importantes. A principal foi a Copa Libertadores da América de 2013, pelo Atlético-MG. No Palmeiras, adversário deste sábado, faturou o Brasileiro de 2016.

Supersticioso, o técnico voltou a falar das rezas que realiza antes das partidas. "Tenho a camisa de Nossa Senhora, em quem acredito muito. Hoje já fui rezar, já fui ao santuário, agradecer tudo o que ela tem feito por mim e pelos meninos [do Santos]", afirmou o treinador.

Cuca conta que apostou suas fichas na competição continental por possuir menos jogos que o Brasileiro, já que o elenco do Santos é jovem e curto. Também não declarou um favorito para a final deste sábado, justamente por ser um clássico do futebol paulista.

Para o técnico, em uma decisão como essa, ninguém terá medo de jogar, pois a própria competição ensinou as equipes a serem "cascudas". Lembrou-se da vitória do Santos na primeira fase contra o Defensa y Justicia (ARG), ainda sob o comando de Jesualdo Ferreira, e de outros embates considerados difíceis por ele, como Delfín (EQU) e Olímpia (PAR).

"Os únicos resultados ruins que tivemos foram empates com o Grêmio, fora, e com o Boca, na Bombonera. Esses meninos criaram um lastro grande. É uma decisão diferente, de um jogo só", completa Cuca.

Santos e Palmeiras se enfrentam neste sábado, a partir das 17h, no Maracanã.