Cruzeiro tem mais funcionários com salários milionários

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Diretor-geral da Raposa, Sérgio Nonato em evento da torcida Máfia Azul
Diretor-geral da Raposa, Sérgio Nonato em evento da torcida Máfia Azul

Itair Machado não é o único cruzeirense que fatura como jogador de ponta, mas não usa chuteira. O Blog teve acesso a documentos da Raposa referentes a 2018 e descobriu outros três funcionários com vencimentos milionários. São eles o diretor-geral Sérgio Nonato, o chefe do departamento médico Sérgio Campolina e o ex-vice-presidente administrativo Marco Antônio Lage.

Vale ressaltar que Lage deixou o Cruzeiro no fim do ano passado para trabalhar na Cemig. E seu caso é o menos alarmante. Dono de um excelente currículo, ele recebeu R$ 850.448,00 em 2018 com notas emitidas por sua empresa à Raposa. Esse valor equivale a quase R$ 71 mil mensais.

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Lage havia sido contratado com pompa depois de trabalhar por 25 anos como diretor corporativo da Fiat, onde, de acordo com ele, tinha um salário maior que o da Raposa. No Cruzeiro, ele foi responsável por três setores: comunicação, comercial e marketing.

A situação de Sérgio Nonato, ou Serginho da Alterosa, como é mais conhecido, chama bastante atenção. Comentarista de uma emissora de TV, ele foi contratado para atuar como diretor-geral do Cruzeiro no ano passado com vencimentos nababescos. O clube celeste desembolsou um total de R$ 1,9 milhão com ele.

Foram R$ 912.958,80 para a empresa Status Assessoria Esportiva Ltda, da qual ele é sócio, R$ 116.022,00 a título de adiantamentos na pessoa física e outros R$ 875.497,55 para a pessoa física. A bolada de R$ 1,9 milhão dividida por 12 meses representa vencimentos mensais de R$ 158 mil. “Mas tem que ver o que eu arrecadei para o clube”, respondeu o diretor-geral.

Serginho nunca havia trabalhado em qualquer clube de futebol e era conhecido no cenário mineiro por seu personagem, muitas vezes provocador, outras vezes cômico, em uma mesa-redonda que ainda contava com outros dois representante, de Atlético-MG e Cruzeiro, na TV Alterosa.

Chefe do departamento médico cruzeirense, Sérgio Campolina recebeu R$ 927.080,00 em 2018. Todo esse montante foi depositado pelo clube por meio de notas emitidas pela clínica de Campolina, chamada Fisiofocus Clínica de Fisioterapia e Ortopedia. Seus vencimentos mensais no ano passado foram pouco superiores a R$ 77 mil. Campolina confirmou a existência da empresa, mas afirmou que recebeu menos do que os R$ 927 mil, mesmo com a inclusão de prêmios pelos títulos.

Na terça-feira da semana passada, o Blog já havia revelado que Itair Machado havia embolsado R$ 4,2 milhões, entre salários e outras bonificações no ano passado. Vice-presidente de futebol da Raposa, ele atua como uma espécie de executivo de futebol e faturou R$ 350 mil mensais em 2018. Nem o palmeirense Alexandre Mattos, nem o colorado Rodrigo Caetano, tampouco o são-paulino Raí ganham tanto. E eles são os mais bem remunerados do país.

Os quase R$ 8 milhões pagos com Itair, Nonato, Campolina e Lage têm causado incômodo dentro do Conselho Deliberativo e na torcida, levando em consideração os números péssimos do balanço referentes a 2018. A Raposa teve um déficit de 87,2 milhões no último ano, embora o balanço aponte R$ 27,2 milhões - é que o clube lançou os R$ 60 milhões da venda de Arrascaeta, que foram realizadas em 10 de janeiro.

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