Cruzeiro prepara mudanças no estatuto para limitar poderes dos dirigentes

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Estatuto do Cruzeiro será modernizado para atender demandas atuais (Foto: Thomas Santos/AGIF)
Estatuto do Cruzeiro será modernizado para atender demandas atuais (Foto: Thomas Santos/AGIF)

Um dos maiores desejos da torcida do Cruzeiro será atendido em breve. Desde que o clube entrou crise por causa da má gestão do ex-presidente Wagner Pires de Sá, o cruzeirense aguarda pela reformulação do estatuto do clube. E isso vai acontecer até o fim de 2020. As mudanças devem acontecer em duas partes, como divulgou o site Deus Me Dibre e o Blog confirmou. A ideia é limitar os poderes dos dirigentes, com a criação de regras de compliance.

O rebaixamento do Cruzeiro à Série B do Campeonato Brasileiro e a péssima situação financeira do clube são atribuídas às irresponsabilidades de Wagner Pires de Sá e seus pares, entre eles Itair Machado, vice-presidente de futebol celeste entre 2018 e 2019. A gestão anterior dificultou ao máximo que alguns contratos fossem revelados. Tanto que quase dois meses após a renúncia, o conselho gestor não sabe precisar o valor da dívida do clube.

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A criação de regras de compliance facilitam na fiscalização e fazem com que os dirigentes não tenham poderes ilimitados, como era o caso na gestão de Wagner Pires de Sá. A introdução de algumas normas fará com que o conselho fiscal tenha acesso mais rapidamente aos contratos e até mesmo poder de veto, caso seja algo lesivo ao clube.

Todavia, a mudança no estatuto vai depender da aprovação no conselho deliberativo do Cruzeiro. A ideia é que o texto esteja pronto muito em breve, para que seja votado e já entre em vigor a partir do mandato do presidente que for eleito em outubro, para o triênio 2021/2023. Lembrando que em maio o Cruzeiro vai escolher um novo presidente, que ocupará o cargo entre junho e dezembro, para completar o período que seria de Wagner Pires de Sá.

Mudanças na eleição estão em pauta

Outra mudança no estatuto e que muito interessa ao torcedor é na eleição do clube. Atualmente, o presidente do Cruzeiro é escolhido apenas pelos membros do conselho deliberativo. Além disso, para candidatar ao cargo, o interessado deve atender alguns requisitos, o que restringe a um seleto grupo a possibilidade de ocupar a presidência do Cruzeiro.

Abrir a eleição para que sócios-torcedores possam votar é algo que será debatido e tem muito apoio popular. E ganhou força até mesmo entre conselheiros, após o fiasco que foi a gestão anterior. No entanto, mudanças no estatuto no que diz respeitou às eleições, devem ficar mais para frente. Sendo assim, nas disputas de maio e outubro, seguirá em vigor as regras atuais. As mudanças, caso aprovadas, valeriam a partir da eleição de outubro de 2023, para a escolha do presidente para o triênio 2024/2026.

Veja mais sobre futebol mineiro no Blog de Victor Martins

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