Cruzeiro leva susto, mas vence de virada na estreia da Sul-Americana

ENRICO BRUNO

BELO HORIZONTE, MG (UOL/FOLHAPRESS) - Três dias depois de vencer o clássico contra o Atlético-MG, o Cruzeiro voltou ao Mineirão e iniciou com o pé direito sua caminhada rumo ao título inédito da Copa Sul-Americana. Nesta noite de terça-feira (4), a equipe celeste recebeu o Nacional, do Paraguai, e venceu por 2 a 1.

Jonathan Santana abriu o placar para os paraguaios nas primeiras voltas do ponteiro, mas Thiago Neves empatou para a o Cruzeiro ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Ramón Ábila saiu do banco e garantiu virou para os mineiros e garantiu a vitória.

Com o resultado, o Cruzeiro sai na frente por uma vaga na próxima fase da competição. O jogo da volta está marcado para o dia 10 de maio, às 19h15 (horário de Brasília), em Assunção.

O Cruzeiro tinha quase 70% da posse de bola quando o Nacional chegou ao gol pela primeira vez e deu um banho de água fria nos anfitriões. O goleiro Rafael se posicionou mal na cobrança de falta, perdeu o tempo de bola e acabou encoberto pela cabeçada do volante Jonathan Santana. 1 a 0 com menos de cinco minutos.

Apesar do gol cedo demais, o Cruzeiro colocou a bola no chão e amadureceu sua reação. Com mais tempo no campo de ataque, a equipe demorou para acertar o último passe, mas quando isso aconteceu a jogada terminou em gol.

Foi assim que surgiu a assistência de Arrascaeta (que já havia carimbado a trave) para Thiago Neves. Olhando para um lado e tocando para o outro, o uruguaio encontrou o camisa 30, que girou dentro da área e bateu forte com a perna esquerda para empatar. Mais intenso, o Cruzeiro dava justiça ao placar e já fazia jus à virada, mas voltou a cair de produção e foi para o intervalo só com a igualdade.

Não foi um jogo de ataque contra defesa, como era esperado. O gol com menos de cinco minutos não foi a única surpresa desagradável que o Nacional proporcionou ao Cruzeiro. O penúltimo colocado do Campeonato Paraguaio veio com uma postura que preservou sua defesa, mas nem por isso deixou de agredir, principalmente nas jogadas pelo alto, onde levou perigo e incomodou bastante.

Ele não é titular, mas segue tendo muita importância no time do Cruzeiro. Quando a equipe parecia novamente desacelerar, Mano Menezes promoveu Ramón Ábila, que misturou raça e competência para virar o placar em apenas quatro minutos. O chutão de Mayke foi só para aliviar a pressão paraguaia, mas a bola foi de encontro ao argentino que brigou com dois zagueiros e ainda driblou o goleiro para marcar seu oitavo gol na temporada.

O técnico não teve muitas alternativas para tentar buscar um resultado positivo no Mineirão. Em menos de 45 minutos, o comandante do Nacional perdeu dois atletas que ficaram fora de combate. Com meia hora de jogo, o volante Paniagua chegou a ser atendido após cair em campo, mas não conseguiu continuar e foi substituído. Pouco depois, após um choque forte em uma jogada aérea com o zagueiro Manoel, o atacante Adam Bareiro cortou a orelha e foi direto para o vestiário sangrando bastante.

CRUZEIRO

Rafael; Mayke, Manoel, Léo e Diogo Barbosa; Hudson, Ariel Cabral; Arrascaeta, Thiago Neves, Rafinha (Ábila); Rafael Sóbis (Elber)

T.: Mano Menezes

NACIONAL-PAR

Arnaldo Giménez; Víctor Dávalos, Robert Servín, Miguel Jacquet e Rodrigo Rojo; Miguel Paniagua (Orzu), Jonathan Santana; Argüello, Francisco García,Salgueiro (Nuñez) e Adam Bareiro (Villagra)

T.: Roberto Torres

Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte

Árbitro: Juan Soto (VEN)

Gols: Santana (N), aos 4 min do 1º tempo; Thiago Neves (C), aos 25 min do 1º tempo; Ramón Ábila (C), aos 21 min do 2º tempo

Cartões amarelos: Mayke, Hudson, Manoel (C); Robert Servín (N)