Cruzeiro já consultou estádios no interior de Minas para jogos na Série B

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Jogo que marcou rebaixamento do Cruzeiro no Brasileirão ficou marcado por quebradeira e confusão protagonizadas por alguns torcedores (Alessandra Torres/AGIF)
Jogo que marcou rebaixamento do Cruzeiro no Brasileirão ficou marcado por quebradeira e confusão protagonizadas por alguns torcedores (Alessandra Torres/AGIF)

A semana será intensa para o departamento jurídico do Cruzeiro, já que o clube mineiro será julgado dois dias seguidos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por causa de confusões nas rodadas finais do Campeonato Brasileiro do ano passado. Ciente de que dificilmente não terá punição e, por isso, deve ficar algumas rodadas sem poder atuar em Belo Horizonte, a diretoria celeste já analisa algumas alternativas no interior do estado.

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Entre as principais opções do Cruzeiro estão Nova Serrana, Ipatinga, Varginha e Uberlândia. O clube fez consultas para saber algumas situações, como o estado do gramado, vestiários e também para averiguar se os locais estão com os laudos necessários em dia. A Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, não está na lista, já que o estádio que recebeu a Raposa entre 2010 e 2012 fica somente a 70 quilômetros de Belo Horizonte. Em caso de punição, a equipe celeste teria de jogar a 100 quilômetros de distância da capital mineira.

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O estádio de Nova Serrana, num primeiro momento, é visto como a melhor alternativa. O local tem capacidade para cerca de 15 mil torcedores e fica a 120 quilômetros da Toca da Raposa, é o local mais próximo entre as opções analisadas até agora. Além de ficar na região central do estado, um reduto de cruzeirenses.

Qualquer definição, no entanto, só será tomada após os julgamentos no STJD. Pelo histórico do Tribunal, o Cruzeiro não deve escapar de uma punição pesada, assim como aconteceu com Coritiba, Vasco e Athletico-PR.

Nesta quarta-feira o clube será julgado por toda a confusão da partida com o Palmeiras, que marcou o rebaixamento da equipe, na 38ª rodada do Brasileirão. Por causa da insatisfação da torcida, o confronto terminou alguns minutos antes do tempo regulamentar. Bombas, cadeiras arremessadas no gramado, torcedores feridos, quebradeira no Mineirão. Enfim, muita coisa contribuiu para a falta de segurança e necessidade que a partida fosse encerrada antes dos 90 minutos.

Para completar a semana cruzeirense no STJD, a Raposa estará no Pleno do Tribunal nesta quinta-feira, por causa do clássico com o Atlético-MG, pela 32ª rodada. Os dois clubes já foram punidos com a perda de mando em uma rodada, mas ambos recorreram. Depois da decisão do Pleno, não cabe mais recursos. A tendência é que a punição seja mantida, assim como foi em 2013 e 2014, quando Cruzeiro e Atlético foram punidos por incidentes em clássicos válidos pelo Brasileirão.

E, infelizmente, não para por aí. O Cruzeiro também será julgado no STJD por causa dos incidentes da partida contra o CSA, em confronto válido pela 35ª rodada. De acordo com Vinicius Gonçalves Dias Araújo, árbitro da partida, objetos foram arremessados em direção do gramado, como sinalizadores, copos e garrafas plásticas. O juiz citou ainda que o jogo precisou ser interrompido aos 32 minutos da etapa final, por causa de confusão generalizada nas arquibancadas do Mineirão. A data para o julgamento do ocorrido na partida contra o CSA ainda não foi marcada pelo STJD.

Veja mais sobre futebol mineiro no Blog de Victor Martins

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