Cruzeiro demite Raul Plassmann e ídolo reclama: 'Faltou sensibilidade'

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Raul tem rica história no clube e trabalhava no marketing da Raposa- (Divulgação/Cruzeiro)
Raul tem rica história no clube e trabalhava no marketing da Raposa- (Divulgação/Cruzeiro)

Após anunciar que fez o desligamento de 80 pessoas que trabalhavam em diversas áreas do Cruzeiro, foi a vez de um ídolo do clube deixar a Raposa: o ex-goleiro Raul Plassmann, campeão da Libertadores de 1976, foi demitido do cargo que ocupava no marketing da Raposa.

O site “Deus me Dibre” publicou inicialmente a notícia, confirmada pelo L! e o presidente do conselho gestor do time celeste, Saulo Fróes, que explicou a saída de Raul.

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“Sou fã do Raul. É um ídolo do clube, mas temos diversos ídolos. Se for assim, temos que colocar todos os ídolos. Não vou citar, pois vou ficar a noite toda citando. O que foi feito foi avaliação profissional e, principalmente, financeira. Eu não posso falar o salário dele, mas é um salário totalmente fora da realidade do Cruzeiro para o momento atual”, disse Fróes em entrevista à ESPN Brasil.

Raul Plassmann trabalhava no marketing do Cruzeiro como representante do clube em viagens pelo interior de Minas Gerais, marcando presença nos Redutos Celestes, para veicular e fortalecer a marca do clube em outras praças fora de Belo Horizonte. O ex-goleiro ocupava o cargo desde 2012. Sua reação foi de estranheza e reclamou da falta de sensibilidade da diretoria estrelada, dizendo que o seu salário, cerca de R$ 14 mil, incluindo auxílio-moradia, não impactaria o clube como se ventilou.

“Recebi o presente de aniversário do clube (risos), né. Me desligaram como seu eu ganhasse R$ 30, 40, 50 mil por mês (risos). Me chamaram lá, mas ninguém me falou nada, só mandaram avisar. Não tive contato com ninguém. Uma secretária me avisou que eu estava dispensado. Depois de 10 anos, é isso aí. Engraçado, né. A marca mais importante que está ficando para mim é esse dia. No aniversário do clube, quando eles me despediram, cara. Mais do que qualquer conquista que tive no clube”, disse, para reforçar em seguida que houve “falta de sensibilidade” do conselho gestor.

“É preciso ter muita sensibilidade, não é só limpar, fazer e acontecer. Não é só isso. Tem que ter sensibilidade. Não é compaixão, nem pena. Não pode ter pena. O que é bom, é bom. O que não é bom, não é bom. Mas as pessoas não têm tudo. Às vezes, o cara é um grande gestor, no sentido de recuperar uma empresa, uma equipe. Mas ele não tem sensibilidade, ele não tem esse feeling no trato”, concluiu.

Desde que assumiu o clube, o conselho gestor tem buscado formas de quitar os débitos do Cruzeiro e ainda achar modelos de negócios que ajudem a tirar o clube da sua pior crise, em 99 anos.

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