Cruzeiro conversa com políticos sobre a possibilidade da criação de um novo Profut

Victor Martins
·3 minuto de leitura
Sérgio Santos Rodrigues, presidente do Cruzeiro, em reunião que aprovou a venda de imóvel do clube para o pagamento de dívidas (Igor Sales/Cruzeiro)

O conselho deliberativo do Cruzeiro aprovou na noite dessa segunda-feira (3) a venda da Campestre 2, um terreno localizado na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, para que o clube consiga pagar dívidas emergenciais. O débito com o Al Wahda, dos Emirados Árabes, é o que mais preocupa, afinal a Raposa pode até mesmo ser rebaixada à Série C do Brasileiro. Como já deixou de fazer um pagamento, na primeira data estipulada pela Fifa, o time vai começar a Série B com seis pontos negativos. Porém, como o dinheiro da venda do imóvel pode ser bloqueado, a direção do Cruzeiro tem feito de tudo para evitar qualquer contratempo, até mesmo conversar com políticos sobre um novo refinanciamento fiscal.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Siga o Yahoo Esportes no Google News

Nas últimas semanas o clube sofreu uma série de execuções por causa da dívida com a União. Tanto que parte do dinheiro pago pelo Flamengo pela compra de Arrascaeta segue bloqueado. A Justiça Federal ainda determinou que a Raposa pague cerca de R$ 60 milhões em curto prazo, alvo inviável atualmente e que pode gerar uma série de novos bloqueios. As seguidas execuções aconteceram porque o Cruzeiro foi excluído do Profut (Programa de Modernização da Gestão de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro).

Leia também:

Com uma dívida fiscal que está na casa dos R$ 300 milhões, a continuidade entre os clubes mais poderosos do país está ameaçada. É preciso fazer algum acerto para que as dívidas com a União sejam controladas. Ao perder o benefício do Profut, que parcelou o montante em 240 vezes e ainda deu belos descontos (70% das multas e 40% dos juros), a diretoria tenta encontrar soluções para viabilizar o Cruzeiro. O desejo é tentar recolocar o clube no programa criado pelo Governo Federal, em agosto de 2015.

Outra hipótese é tentar a criação de uma espécie de Profut 2, que seria um novo refinanciamento da dívida fiscal. Por isso algumas pessoas do clube já conversaram com políticos sobre o assunto, como revelou o presidente cruzeirense Sérgio Santos Rodrigues, em entrevista à Rádio 98FM. Esse caminho, no entanto, não é o mais viável e muito menos o mais rápido. De acordo com apuração do Blog, a ideia ainda está em fase embrionária. O próprio Profut, por exemplo, levou anos de debate e acertos políticos até que fosse sancionado pela então presidente Dilma Rousseff.

Como uma eventual criação de um novo Profut demandaria um tempo que o Cruzeiro não tem, a direção do clube também trabalha em outras frentes. Enquanto isso, o principal é recolocar o time na Série A do Brasileirão. Sem o retorno à elite do futebol brasileiro nenhum planejamento será viável.

Veja mais sobre futebol mineiro no Blog de Victor Martins

Siga o Yahoo Esportes no Instagram, Facebook e Twitter