Criatividade x objetividade: o dilema de Tite para encaixar Gabigol na Seleção Brasileira

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Fazer Gabigol ampliar seu poderio ofensivo se tornou um desafio para Tite na Seleção Brasileira. Às vésperas da equipe encarar a Argentina neste domingo (5), na Neo Química Arena, às 16h, o comandante procura achar novas formas do camisa 9 corresponder. No entanto, escalá-lo para construir jogadas ainda rende controvérsias.

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Enquanto o atacante é artilheiro do Flamengo na Copa Libertadores (com dez gols marcados), seus números no ciclo de Tite não têm o mesmo impacto. Até o momento, são 13 jogos e três gols marcados. Mesmo assim, Gabigol destaca a maneira de jogar para o time.

- Claro que tem a intuição do jogador, mas as coisas são treinadas, recebemos muitos vídeos e tem palestra. Eu sabia que ali era um espaço que eu poderia aproveitar, então pude segurar a bola e vi a passagem do Danilo, que faz isso como ninguém, e conseguimos criar a jogada de gol. - e ressaltou:

- No Flamengo e aqui (na Seleção) eu tenho a mesma liberdade para flutuar não só dentro da área, mas também pelo lado direito onde gosto de jogar. Pude fazer a jogada, ajudar meus companheiros, e fiquei muito feliz pelo gol do Everton (Ribeiro) - completou, referindo-se ao gol da vitória por 1 a 0 sobre o Chile. - pontuou o atacante.

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Além de atuar pelas pontas, a necessidade de entrosamento é um obstáculo.

- Claro que é diferente, no clube temos o dia a dia, vamos nos conhecendo. Particularmente jogo em um mesmo time há três anos, é óbvio que isso tem uma diferença. Mas mesmo com pouco treinamento estamos melhorando, ganhando sequência e a qualidade individual ajuda bastante. Aos poucos vamos nos ajudando dentro de campo. - concluiu Gabigol.

Tite falou sobre as variações que atacante do Flamengo vem tendo em campo pela Seleção Brasileira e ressaltou querer aproveitar as melhores qualidade do atleta.

- Fiz anotação sobre Gabigol e escrevi liberdade. Acompanhamos Gabi no Flamengo, no Santos, nos enfrentamentos. Precisa de espaço de movimentação, se for só o pivô, vou retirar características melhores. Vai ter técnico que quer que ele faça o que não faz de melhor. Essa liberdade de movimentação eu dou. No Santos a origem foi de externo, para ter esses movimentos todos de liberdade de movimentação. Não é campo todo, é centro direita, onde se sente melhor. A partir daí sim, ter presença de área. - declarou o treinador.

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