Crefisa rompe com Mancha Verde e não patrocinará desfile

Para o Carnaval de 2023, a Mancha Verde terá de buscar outra forma de renda que não seja a parceria da Crefisa.

Para o Carnaval de 2023, a Mancha Verde terá de buscar outra forma de renda que não seja a parceria da Crefisa.
Para o Carnaval de 2023, a Mancha Verde terá de buscar outra forma de renda que não seja a parceria da Crefisa. Foto: (Alexandre Schneider/Getty Images)

Às vésperas do Carnaval de 2023, a Mancha Verde se viu em apuros sem o patrocínio da Crefisa para o desfile no Sambódromo do Anhembi. Cumprindo a indicativa feita em uma entrevista, ainda no ano passado, a mandatária Leila Pereira confirmou o que eram apenas boatos.

Através do portal da Lei Rouanet, foi constatado que o desfile, que será realizado dentro de um mês, será o primeiro desde 2016 em que a patrocinadora master do Palmeiras não irá ceder cotas de apoio para a escola de samba que é gerida pela maior torcida organizada do clube alviverde. O último patrocínio feito havia sido para o ano de 2021, mas utilizado apenas em 2022 por causa da pandemia de Covid-19. O valor foi de R$ 3,7 milhões.

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Desde o ano de 2016, quando a Crefisa passou a realizar a parceria financeira, foram investidos cerca de R$ 15 milhões para o incentivo à escola de samba. A empresa da presidente do Palmeiras, através do apoio, fez com que a Mancha Verde quebrasse o jejum de títulos e vencesse a primeira divisão do samba de São Paulo por duas oportunidades.

Durante o período em que Paulo Nobre presidiu o clube do Palestra Itália, as relações com a torcida organizada haviam sido rompidas e apenas quando Maurício Galiotte assumiu o poder no Palmeiras os contatos voltaram a ser constantes. Sob o comando de Leila Pereira, até o ano passado, a união era mantida, mas parece que a situação mudou entre as duas partes.

Palmeiras fechou 2022 com quase R$ 70 mi em dívidas com a Crefisa

O balanço financeiro do Palmeiras do ano de 2022 registrou uma dívida de R$ 67,9 milhões com a Crefisa, grande patrocinadora do clube do Allianz Parque, em referência às contratações ainda de Luan, Alejandro Guerra, Carlos Eduardo, Guerra, Borja, Deyverson e Dudu.

Quando das contratações destes atletas, o Palmeiras se comprometeu a devolver a quantia que a Crefisa investiu para que os jogadores pudessem ingressar no clube. O juros do 'empréstimo' é baseado na taxa de CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e aditivos no contrato do clube com a Crefisa fizeram com que fosse documentada a obrigação do Palmeiras a repor a exata quantia investida, além dos acréscimos.

A dívida, que chegou ao patamar de R$ 172 milhões no fim do ano de 2019, tem caído com o passar dos anos: em 2021, o valor estava em R$ 110 milhões. Negociações de outros jogadores, que não os envolvidos no empréstimo da parceira, são utilizadas pelo clube para que a dívida seja sanada.