Covid-19: Brasil suspende compra de respiradores do exterior e diz que indústria nacional atenderá a demanda

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Carlos Wizard assumirá secretaria no Ministério da Saúde. (Foto: Miguel Schincariol / AFP via Getty Images)
Carlos Wizard assumirá secretaria no Ministério da Saúde. (Foto: Miguel Schincariol / AFP via Getty Images)

O governo de Jair Bolsonaro (sem partido) suspendeu a compra de respiradores produzidos no exterior que seriam destinados aos leitos de UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo) para vítimas do novo coronavírus.

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A confirmação do cancelamento da aquisição foi dada pelo empresário Carlos Wizard Martins, novo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos em Saúde (SCTIE), do Ministério da Saúde. Wizard, que já atua como conselheiro de assuntos estratégicos da pasta, garantiu que a indústria brasileira conseguirá atender a demanda dos equipamentos necessários.

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O motivo do cancelamento seriam os alto valores cobrados por cada respirador de fornecedores de países como China, Alemanha, Inglaterra e Canadá, segundo explicou o secretário em entrevista à emissora CNN Brasil, na tarde desta terça-feira (2).

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“A primeira missão que recebi do Pazuello (general Eduardo Pazuello, ministro interino da Saúde) foi adquirir respiradores pois havia UTIs carentes dos equipamentos. Fiz um trabalho de prospecção no mercado e decidimos que não pagaríamos mais de 10 mil dólares por aparelho. Nos cenários do mercado internacional, cada aparelho estava de 20 a 30 mil dólares. Todo e qualquer contrato que tínhamos com mercado internacional foi cancelado e indústria brasileira está atendendo a nossa demanda”, explicou Wizard Martins.

Em maio, a indústria nacional já teria entregue ao Ministério da Saúde 1.622 respiradores, segundo o novo secretário. “Minha recomendação foi fortalecermos a indústria nacional”, completou ele.

ÍNDIA EXPORTARÁ 10 TON DE CLOROQUINA

Outro ponto abordado por Wizard na entrevista foi a compra pelo governo brasileiro de 10 toneladas de matéria-prima para produção de cloroquina e hidroxicloroquina exportadas da Índia. A negociação com o governo indiano para a aquisição teve a participação inclusive do presidente juntamente com uma força-tarefa, segundo ele.

“A Índia, como se sabe, tem uma das maiores população mundiais e tem uma proteção de mercado para privilegiar a própria produção. Foi necessário que os ministérios da Saúde, da Economia, das Relações Exteriores, e o próprio presidente Bolsonaro fizessem um contato estratégico com o presidente da Índia (Narendra Modi) para que pudesse liberar 10 toneladas dessa matéria-prima para atender a necessidade do mercado brasileiro”, explicou Wizard.

O presidente insiste na necessidade de a cloroquina ser utilizada de forma emergencial no tratamento de pacientes com a Covid-19.

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