Covid-19: Com 434 óbitos, São Paulo tem recorde de mortes em 24 horas

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Essa foi a primeira vez que o número de mortes em 24 horas ultrapassou o patamar dos 400 óbitos. (Foto: AP Photo/Andre Penner)
Essa foi a primeira vez que o número de mortes em 24 horas ultrapassou o patamar dos 400 óbitos. (Foto: AP Photo/Andre Penner)

O Estado de São Paulo registrou um novo recorde no número de mortos pelo novo coronavírus no intervalo de 24 horas. Segundo dados apresentados pelo governo João Doria (PSDB), foram registradas 434 novas mortes entre segunda e terça-feira (23).

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Ao todo, São Paulo tem 229.475 casos confirmados de infectados por Covid-19, além de 13.068 óbitos registrados. O recorde anterior havia sido registrado no dia 16 de junho, quando 389 novas vítimas fatais foram contabilizadas. Essa foi a primeira vez desde o início da pandemia no estado que o número de óbitos no intervalo de 1 dia ultrapassou o patamar das 400 mortes.

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Na avaliação de João Gabbardo, coordenador-executivo do Comitê de Combate ao Coronavírus, o novo aumento no número de mortes decorre de um avanço da doença ao interior do estado, e não mais predominando na Região Metropolitana da capital.

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“É o maior número de óbitos registrado nesse período de 24 horas. Esse número ocorre basicamente, e está dentro da previsão do cenário até o dia 30 deste mês, as regiões do interior do estado estão em uma curva ascendente, de crescimento de casos. No entanto, isso não tem pressionado os leitos de UTI. Continuamos com uma utilização entre 65% e 63% dos leitos", explicou.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no estado está em 65,7%, enquanto na região da Grande São Paulo esse percentual fica em 68%. O número de pacientes internados nos leitos com mais gravidade - de UTI - é de 5.659. Já nas enfermarias, o estado registra 8.295 pacientes.

O recorde de mortes ocorre após o governo celebrar, no dia 15 de junho, uma redução no número de mortes registradas no período de uma semana. No entanto, na semana seguinte, o estado voltou a registrar aumento de mortes semanais e teve crescimento recorde: 1.651 óbitos até a última sexta-feira (19).

“Há 30 dias, tínhamos uma propoção de que a Região Metropolitana tinha 61% dos óbitos, e interior com 39%. Agora, os óbitos no interior são equivalentes a 51% e Região Metropolitana a 49%. Na semana passada, apresentamos um dado de redução de mortes ocorridas na semana retrasada. Mas na mesma semana passada foi registrado um aumento nos óbitos. É um processo dinâmico e o crescimento de mortes estava dentro no nosso cenário previsto”, completou Gabbardo.

A estimativa do governo é que São Paulo encerre o mês com um número de mortes entre 15 mil e 18 mil. Carlos Carvalho, coordenador do Centro de Contingência do Novo Coronavírus em São Paulo, estima que o estado deverá encerrar o mês com 16 mil óbitos.

INTERIOR PASSA A CAPITAL EM Nº DE CASOS

Na segunda-feira (22), pela primeira vez, o interior do estado de São Paulo passou a capital no número de novos casos de coronavírus. Segundo o secretário de Desenvolvimento Regional, Marcos Vinholi, foram registrados 14,5% mais novos casos no interior em comparação ao município de São Paulo na última semana.

"Isso registra uma inversão na lógica em que, em um primeiro momento, a capital era o epicentro da pandemia no estado de São Paulo", disse ele em entrevista coletiva. Segundo Vinholi, o estado tem 606 municípios com casos de Covid-19.

Uma das regiões mais preocupantes ao governo é a de Marília, que retrocedeu à fase Vermelha do Plano São Paulo e foi recomendada a fechar os comércios não essenciais. Segundo Vinholi, a região registrou um aumento no número de casos de 148,9%.

Apesar do avanço e do visível crescimento, o prefeito de Marília, Daniel Alonso (PSDB), publicou vídeo em redes sociais da prefeitura afirmando que não seguirá a determinação do estado e vai manter o comércio aberto na cidade.

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