Covid-19: Brasil tem 37.134 mortes e 707.412 casos confirmados, dizem secretarias de Saúde

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Os dados, divulgados na noite desta segunda-feira (8), constam no painel atualizado pelo Conselho Nacional dos Secretários de Saúde. (Foto: Tarso Sarraf /AFP via Getty Images)
Os dados, divulgados na noite desta segunda-feira (8), constam no painel atualizado pelo Conselho Nacional dos Secretários de Saúde. (Foto: Tarso Sarraf /AFP via Getty Images)

O número de casos do novo coronavírus no Brasil subiu para 707.412 e o total de mortes chega a 37.134. Os dados, divulgados na noite desta segunda-feira (8), constam no painel atualizado pelo Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde), um sistema próprio de informações que reúne dados de contaminados e de óbitos em contagem paralela à do governo.

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Nas últimas 24h foram registrados mais 15.654 casos novos e 679 óbitos, segundo os dados divulgados pelo Conass. Os números referentes os casos e óbitos contabilizados nas últimas 24 horas são os mesmos que os apresentados pelo Ministério da Saúde.

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Prezando pela confiabilidade nas informações, o Yahoo Brasil passa a adotar como padrão, a partir desta segunda-feira (8), os dados estatísticos divulgados pelas secretarias estaduais de Saúde através do Conass, e não mais os números apresentados pelo Ministério da Saúde.

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Os Congresso Nacional informou, nesta segunda, que também utilizará os dados fornecidos pelo Conass, abandonando a contagem do Ministério da Saúde. A decisão foi anunciada pelo presidente do Congresso Nacional e do Senado, Davi Alcolumbre.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

O QUE MUDOU NA DIVULGAÇÃO DOS DADOS?

Mudanças feitas pelo Ministério da Saúde na publicação de seu balanço da pandemia reduziram a quantidade e a qualidade dos dados.

Primeiro, o horário de divulgação, que era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril), passou para as 19h e depois para as 22h. Isso dificulta ou inviabiliza a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse o presidente Jair Bolsonaro, em tom de deboche, ao comentar a mudança.

A segunda alteração foi de caráter qualitativo. O portal no qual o ministério divulga o número de mortos e contaminados foi retirado do ar na noite da última quinta-feira. Quando retornou, depois de mais de 19 horas, passou a apresentar apenas informações sobre os casos “novos”, ou seja, registrados no próprio dia. Desapareceram os números consolidados e o histórico da doença desde seu começo. Também foram eliminados do site os links para downloads de dados em formato de tabela, essenciais para análises de pesquisadores e jornalistas, e que alimentavam outras iniciativas de divulgação.

Entre os itens que deixaram de ser publicados estão: curva de casos novos por data de notificação e por semana epidemiológica; casos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica; mortes por data de notificação e por semana epidemiológica; e óbitos acumulados por data de notificação e por semana epidemiológica.

No último domingo, o governo anunciou que voltaria a informar seus balanços sobre a doença. Mas mostrou números conflitantes, divulgados no intervalo de poucas horas.

O governo voltou a divulgar, no domingo, os dados acumulados referente aos novos casos e mortes contabilizadas. No entanto, apresentou números conflitantes e atribui os dados a "duplicações", principalmente, a uma revisão do levantamento. De acordo com a pasta, o número correto do boletim do boltim anterior, divulgado no domingo, era de 691.758 casos confirmados e 36.455 mortes.

Os problemas na divulgação dos dados repercutiram internacionalmente. A OMS (Organização Mundial de Saúde) pediu "transparência" ao Brasil no combate ao novo coronavírus.

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